7.12.12

Décima Primeira Parte de UAM - A Queda do Segredo.


— O que o vampiro disse?
O taxista se assustou com o que Siegahart dissera.
— Motorista, por favor, leve-nos para o Rio de Janeiro. Rápido. – Drake deu um segundo para respirar e falou com firmeza. – Agora tudo vai piorar.
O motorista chegou próximo ao centro de São Paulo, estava numa das ruas mais movimentadas em frente a Praça da Sé, onde ficava uma igreja muito bela, quando o carro voou tombando. Girando no ar. Era cedo, mas lá estava em meio a fumaça de sempre. Sombra olhava o carro voar de lado, seu feitiço havia dado certo.
Dentro do carro Drake abraçou a namorada, Siegahart segurou o taxista pelo ombro, Dakota prendeu o namorado e Natalia pelo ombro, aparatou em seguida, deixando apenas o carro bater no prédio em frente a praça.
Os adolescentes desaparataram na praça, o motorista saiu correndo assim que foi solto por Siegahart.
— Garoto não fuja. Você sabe que não vai adiantar.
— Entao Sombra lute comigo. Não fuja desta vez.
Drake levantou a varinha e lançou um feitiço contra Sombra. O homem revidou. Siegahart foi então agarrado pelas costas por um dos ajudantes de Sombra. Natalia em seguida foi levada em meio a fumaça preta, Dakota derrubada por um feitiço muito poderoso e levada por uma outra fumaça preta. Um homem alto de cabelos escuros encaracolados longos, parecia ser francês. Saiu da igreja, que atrás dele caiu. Primeiro a parte da frente, e quando se tornou visível a cruz com a imagem de cristo ao fundo em meio ao pó, a parte de trás da igreja explodiu.
Mais uma vez entre Sombra e Drake formou-se uma bola de luz, um a um os seguidores do homem apareciam na praça, ajudando o mestre. Em seguida pareceu Pedro junto de mais dois bruxos. Eram Camila e Carlos os seus irmãos. Os dois ajudaram Drake assim que chegaram ao lado do garoto. Pedro levantou uma varinha que havia roubado de um dos cadáveres dos quais sorveu o sangue magico, e assim como os irmãos e Drake começou a batalhar pela vida do protegido.
Por todo lado pessoas que andavam paravam e levantavam as varinhas ao lado de Drake.
A bola de luz aumentava. O garoto sentia sua varinha vibrar na mão. Mas algo vibrava mais ainda. Era o relógio que seu pai lhe dera no momento de sua morte. Feito de ouro e pedra filosofal estava vibrando como se fosse vivo. Mais uma vez a magia estava girando em torno do rumo da historia mundial.
Natalia estava voando em meio a fumaça presa por braços de homem, ela se balançava vendo o que estava prestes a acontecer. Havia mais de cem bruxos de cada lado. Natalia soltou um de seus braços, balançou-o e deu um soco na barriga do homem que ela não sabia quem era. Ele o soltou eram dez metros de queda livre. A sua varinha na mão foi o que a salvou.
Dakota fez o mesmo que a amiga, ambas chegaram ao chão machucadas, mas não haviam morrido. Levantaram-se e foram ajudar Siegahart a se livrar. Natalia lançou um feitiço contra  o homem que prendia o amigo, Dakota lançou outro em seguida, o qual derrubou o homem, livrando Siegahart.
— Vamos ajudar o Drake.
Os três seguiram a ordem de Siegahart lançando feitiços contra Sombra. A bola de magia, que a cada segundo crescia, aumentava em tamanho e poder.
Foram necessários mais dois segundos. A bola estourou. A onda de poder se alastrou por quilômetros, mas o que mais implicou foi o muro que foi atingido a cem metros. Todos caiam pela cidade, prédios caiam novamente, era então ali que acabaria a vida de muitas pessoas.
O muro que foi atingido a cem metros se tornou visível aos moradores de São Paulo. Uma rachadura apareceu, brilhante, clara, espalhou-se pelo muro. As dimensões do que aconteceria não seriam medidas apenas no Brasil. Centímetro a centímetro a rachadura crescia. Meio minuto depois as rachaduras ganharam velocidade, rodearam o mundo.
Ali na Praça Sombra se levantou e Drake em seguida também se levantou. Do pulso do garoto sobre o relógio havia uma luz dourada, fazia com que o garoto se sentisse mais forte. Sombra lançou outro feitiço contra o garoto, mas desta vez mirando o relógio.
Por pouco o homem acertou. Outra explosão. Do relógio saiu uma bolinha de luz dourada, que se dividiu em duas, uma viajou em direção a Sombra, outra em direção a Drake. Afinal o que havia ali no relógio se mostrara forte o suficiente para alimentar dois bruxos.
O muro ainda estava trincando. No Chile atravessava a Cordilheira dos Andes, em direção ao sul. No Brasil cortava o país em cinco, atravessava o oceano rumo a Europa, a agua ao redor da parede de cristal estava iluminada, a rachadura então chegou à África. Em minutos dividiu o continente, chegou ao Egito, separando as pirâmides de Gizé, passando sobre a do meio.
Na Europa, viu-se o muro passar ao lado da Torre Eiffel. Em Londres o parlamento inglês estava vendo o rio ser cortado em dois, e a Rainha via a sala do trono dentro do Palácio de Buckingham, separando o trono do rei e da rainha. Na Grécia o Monte Olimpo estava sendo tomado pelas rachaduras.
Seguindo seu rumo chegou a Chernobyl passando sobre a usina nuclear ainda destruída. Passando pela Rússia, o muro cortou o país, e se ramificou para baixo. Chegou a china, passou pelo país assustando pessoas por todo canto. Passando sobre o meio da Grande Muralha da China. Na Índia o muro cortava os centros populacionais, e passava sobre grandes palácios fazendo varias pessoas rezarem a seus deuses.
Nos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade ficou de cara com o muro, que passava dos vinte quilômetros de altura. O muro ainda corria, Hollywood fora transpassada, teve o Teatro Chinês dividido. Fato que era visto ao redor do país.
Paula estava impaciente, estava à meia hora esperando para poder sair da ponte, já estava quase no meio. Mas ninguém andava. Ela decidiu descer do carro para ver o que estava acontecendo. Para sua surpresa havia rachaduras vindas dos dois lados da ponte. Parecia que iam se tocar sobre a ponte.
Paula se assustou, mas já estava quase no meio da ponte, mesmo que saísse correndo não daria tempo. Mas mesmo sabendo da chance de dar errado ela tentou. Enquanto as pessoas paravam para ver as luzes no ar, Paula corria para fora da ponte, trombou com varias pessoas. As luzes corriam para o centro da ponte. Faltavam apenas dez metros para Paula, que já estava ofegante. Para as luzes faltavam apenas dois.
Paula tocou o chão fora da ponte. E as luzes se tocaram.
Ao redor do mundo tudo as luzes se apagaram, em seguida se acenderam rapidamente. Iluminando centenas de quilômetros ao seu redor.
Nas estações espaciais de todas as nações ao redor do globo viram-se as luzes correrem o mundo, quando elas iluminaram o planeta como uma bola de fogo.
Os muros de cristal caiam sobre o planeta, destruiu a Torre Eiffel, o Coliseu, Estatua da Liberdade.
Paula ainda não tinha olhado para o muro. Mas assim que a luz chegou a seu corpo, foi como se a luz fosse material. A empurrou para longe, deixando-a caída no chão, junto a muitas outras pessoas.
Sobre o Monte Everest, a luz havia tocado seu cume fazia poucos minutos. Sobre toda a cadeia de montanhas do Himalaia viu-se a luz tocar as faces das montanhas. Ao fim da luz, a montanha se dividiu em duas, seus pedaços caiam sobre seu centro, donde saia lava vulcânica.
No Brasil, o Cristo Redentor fora destruído quando o Pão de Açúcar se levantou. O muro que dividia o mundo magico do mundo “normal”. Com isso o titã se levantou, foram centenas de mortes.
João se assustou, perdeu dois amigos, que estavam sobre os braços do gigante. Sua casa por pouco não havia sido levada. Camila assim que soube do titã acordado aparatou para a casa da mãe.
O monstro de mais de dois mil metros de altura assustou a todos. Não ficou muito tempo pelo Brasil, aproveitou os restos de muro que ainda estavam sobre o mar, formando uma passarela que unia os continentes. Foi andando para a África. Iria acordar seu irmão. O titã de vento. Seguiria para Europa e acordaria o seu irmão de água, e por fim iriam para a China, acordariam o titã de fogo, para juntos completarem a missão de suas vidas.
Acordariam Gaia.


20.11.12

Duas Semanas sem Postar a Partir de Hoje.


É uma pequena questão de falta do que postar. Tudo o que já foi postado no site é o que foi criado (ou quase), trata-se de necessidade de criar. Estou a mais de três semanas sem escrever nada pra poder dar continuidade, e mesmo com meus dedos enfaixados e tempo sobrando, falta o essencial para escrever. Falta Inspiração!
É claro que em breve haverá mais para se ler, mas o tempo estipulado de duas semanas serve para que não fique sem nada pra postar.

Agradeço a compreensão dos leitores.
J.RocHa - Escritor de UMA Aventura Mágica e CEO da J.RocHa Arts & Works



PS: Meus amigos leitores. Agradeço a visita de todos ao site. É muito gratificante você ver que no fim da semana seus views no blog cresceram mais de 50 views por dia!
Aos estrangeiros (os que não estão no Brasil), muito obrigado por terem vontade de ler um pouco, gostaria de conhecer a todos,para isso peço que entrem em contato comigo, em Inglês (exceto os Portugueses), pela nossa pagina de Contato. Muito obrigado a todos sem exceção. Todos que enviarem mensagens coloquem na frente do seu nome um UAM só de letras maiúsculas, assim vou responder o mais breve o possível.
J.RocHa

19.11.12

Décima Parte de UAM - O Começo da Guerra.

Pedro descansava lendo uma revista de curiosidades enquanto Drake, Natalia, Dakota e Siegahart dormiam. O vampiro via as jugulares pulsantes e se continha, devia seguir as ordens de Jó, não podia se quer pensar em se alimentar daqueles ali. Então voltou a leitura, olhou o relógio, faltavam alguns minutos para as sete da manhã.
Pedro pegou o telefone e chamou o serviço de quarto e pediu o café dos quatro. E ficou esperando. Pouco mais de trinta minutos depois pegou a carteira de Drake e retirou vinte reais. Abriu a porta e recebeu o café dos amigos, e deu os vinte reais para a camareira.
— Bom dia Pedro.
O vampiro olhou pra trás quando fechou a porta, com um olhar de felicidade olhou para Dakota.
—Bom dia. Dormiu bem?
—Sim.
— Eu pedi o café, e acabou de chegar. Acorde os outros, nos precisamos ir para outro lugar.
Dakota comia um pão, e deu conta de acordar os outros enquanto Pedro arrumava as malas que mal haviam sido mexidas.
Uma a um os bruxinhos acordaram, parecia que em breve tudo iria piorar. Todos tomaram o café, se prepararam para sair. Nenhum deles trocou de roupa, e assim que terminaram desceram para fazerem o check-out do hotel.
— Para onde nos vamos?
—Rio de Janeiro, minha irmã mora lá. Ela é uma bruxa, ela pode ajudar a vocês.
—Vamos então. Siegahart, você pode, por favor, levar as malas pra um taxi lá fora. Dakota vai junto com ele, coloque alguns feitiços no carro pra não sermos rastreados. Natalia e Pedro vejam se não falta nada pra gente levar. É importante que a gente não se esqueça de nada que possam usar para nos rastrear, com certeza o Sombra vai usar Farejadores.
— Existem farejadores aqui no Brasil?
— Esta brincando Natalia. Você acha que o Drake iria falar isso sem motivos? Os Farejadores estão por todo o mundo.
Os quatro saíram correndo para fazerem o que lhes foi mandado e logo em seguida Drake começou a fazer o pagamento.
Foram apenas três segundos após o garoto se encostar no balcão. Ele viu pelos vidros as costas das atendentes um feitiço ser lançado contra o hotel. Vidros voaram por todo lado, os computadores da recepção foram destruídos. O balcão de mármore quebrou-se, caindo sobre as pernas de Drake. Por sorte a pedra era fina e não machucou o garoto.
Dakota entrou rapidamente e ajudou Drake, Natalia e Pedro desceram aparatando de volta ao saguão em menos de um minuto mais dois bruxos, assim com o que estava fora do hotel entraram e começaram a lançar feitiços contra Drake. Parecia que Sombra sabia onde o garoto estava.
— Drake, pega a Natalia, entra no taxi com a Dakota e o Siegahart, vocês tem que ir pro Rio de Janeiro, pra capital. Corre! Eu acho vocês lá.
O vampiro disse aquilo e saltou sobre os homens de preto. O sangue desceu por sua garganta, quente, saboroso, poderoso, havia magica poderosa naquele sangue, havia vida, era sangue de bruxos puros, por isso era mais poderoso ainda. Cada gole deixava Pedro mais do que forte, ele sentia descer por sua garganta e tomar cada uma de suas células, a magia dos dois homens fortificava o vampiro.

15.11.12

Nona Parte de UAM - João.


João um garoto de pouco mais de nove anos de idade brincava na rua de casa, morava no Morro do Alemão com sua mãe. Ate aquele momento todos os seus três irmãos tinham virado seres mágicos. Camila e Carlos eram bruxos, Pedro um vampiro e só João que era normal ainda. Para ele era legal ver os irmãos voarem de vassoura quando os visitava.
A casa de João era simples tinha apenas dois cômodos, cozinha e quarto, que dividia espaço com a sala. O banheiro era pequeno, não tinha requintes, ficava ao lado da cozinha.
João era moreno, tinha a pele clara. O único que não puxara ao pai, um bruxo nascido em Portugal, que viera para o Brasil no final dos anos oitenta junto a um grupo de estudiosos, se apaixonara por Maria a mãe de João, com quem tivera seus quatro filhos. E os deixara quando viajou para a Inglaterra para ajudar os amigos de escola quando lutou na Batalha de Hogwarts. Não teve muito o que deixar para os filhos, apenas deixou uns duzentos galeões no banco, que foram dados aos filhos para comprarem as coisas da escola, a qual apenas Camila frequentou.
— João, vem cá.
A voz doce de Camila atraiu o garoto para a casa da mãe, lá dentro estavam Camila e Carlos, ambos conversando com a mãe.
— Fala Mila.
— João, você ainda não tem nenhum poder?
O garoto baixou a cabeça e fez que não.
— Tudo bem, pode ir brincar.
O garoto saiu correndo. Camila olhou para a mãe, uma mulher de quarenta anos ou mais, vestida com uma regata e um shorts, coisa comum no clima tropical brasileiro.
— Mãe, eu estou preocupada com o João, só ele que ainda não apresentou poderes.
— Minina, num era nem procês terem poder, era pra vocês serem normais. Que nem eu e seu irmão.
Carlos olhou para a mãe chateado. O homem de barba por fazer vestido para o trabalho numa loja no centro do Rio se assustou com o que a mãe dissera.
— A senhora acha que a gente é anormal mãe?
— Num foi o que eu disse.
—Mas foi o que eu entendi. Parece que a senhora nem gosta da gente.
—Carlinhos, olha bem como você fala com a mãe, ela ta certa de achar isso estranho. Ela nem sabia do pai ser um bruxo ate eu entrar na escola.
O clima dentro da casa ficou tenso.
— Bom eu vou indo trabalhar, não posso me atrasar.
— Tchau meu filho. Se cuida.
— Tchau mãe. Tchau Mila.
— Tchau Carlinhos.
Assim que Carlos foi embora Camila se levantou e pegou sua bolsa de couro bege.
— Mãe, o Pedro ta vindo pro Rio, ele estava trabalhando em São Paulo, ele chega aqui daqui a mais ou menos uma semana.
— Ta bem minha filha.
— Eu vou indo, também tenho que trabalhar.
Mãe e filha se abraçaram, Camila tinha medo de perder a mãe e os irmãos, por isso os protegia com a vida, sabia que ela a melhor preparada para qualquer coisa.

12.11.12

Oitava Parte de UAM - A Fuga/Sequestro.

Natalia abriu os olhos e não sabia bem onde estava, olhou para os lados, estava junto dos amigos. Se aliviou, não teria que procura-los. Quando se levantou viu um garoto que parecia ter sua idade próximo ao pescoço de uma mulher.
— Garoto, por favor, o que aconteceu?
O menino levantou os olhos, sua boca estava suja de sangue, Natalia que havia se levantado assustou-se, o garoto também. Ele limpou a boca e se aproximou dizendo:
— Calma, eu não vou e nem posso machucar vocês.
— O que você é?
—Tem certeza que não sabe menina?
Natalia arregalou os olhos ao ver as presas do vampiro.
—Meu nome é Pedro, e o seu é?
—Natalia. – a garota estendeu a mão para poder cumprimentar o vampiro que antes havia estendido a própria mão. – O que aconteceu?
— Muita coisa, em pouco tempo. O que importa é, seu amiguinho ai, o loirinho – Pedro apontava para Drake quando falou. – ele fez esse estrago.
— O Drake?
— Se esse é o nome dele, sim.
Natalia acordou o namorado e em seguida Dakota e Siegahart, os três foram amparados por Pedro.
— Pedro, um vampiro brasileiro?
—Sim Drake, não o único.
— Não me leve a mal, mas vocês são bem conhecidos ao redor do mundo.
Pedro riu.
–Menino, nos somos muitos ao redor do planeta, eu sou filho de estrangeiros, não tenho as mesmas limitações que os brasileiros. Seres atrasados se comparar com meus pais americanos.
Os quatro se assustaram.
— Se quiserem eu posso lhes ajudar com os próximos dias.
— Por favor, Drake, eu sou seu amigo, e sei que você não vai recusar.
— Tá bem, mas tente não nos matar.
—Tentarei.
O vampiro sorriu como que com segundas intenções, e foi andando, sendo seguido pelo quarteto de amigos.
— Em que hotel estão?
— IBI. Você sabe onde fica?
— Sei sim.
Pedro foi andando sem parar por quase vinte quadras, enfim chegaram ao hotel, os cinco subiram ate o quarto de Drake. Natalia e Dakota preparavam panos para limpar três cortes que foram feitos na cabeça de Drake. Todos estavam apreensivos com o fato de haver um vampiro o quarto, mas o sono foi mais forte, todos dormiram em trinta minutos.
•••••
Sombra olhava as pessoas andarem de cima de um prédio em São Paulo, o tempo todo seguiu os vampiros, e se esqueceu de Drake, não se atreveria a entrar no lar dos vampiros. Tinha medo destas criaturas, mesmo admirando-as por absorverem os poderes e virtudes de sua presa. Sombra começara a traçar um plano, que em breve iria começar a entrar em pratica.

9.11.12

Sétima Parte de UAM - Da Chegada, a Batalha.


Drake vestia um paletó preto com jeans escuro como sempre, e uma camisa branca por baixo, enquanto estava abraçado a Natalia, que usava um moletom azul escuro de Drake e um jeans azul claro discreto como sempre devia ser para a garota que dormia ao lado de Dakota, que também fora abraçada por seu namorado, que vestia uma camisa justa preta e jeans cinza.
— Elas vão acordar quando?
Siegahart olhava pela janela e via a cidade cinza ao seu redor, e ficava pensando se passariam pelas marginais do Tietê e veriam o pequeno estrago feito a cerca de um ano.
— Motorista. Você poderia nos levar para a marginal do Tietê antes de irmos para o hotel?
O motorista do taxi olhou assustado para o rosto de Drake, pois aquele lugar era totalmente proibido para quem não quisesse morrer sem sangue em seu corpo, mas ao ver o garoto pegar mais duas notas de cem reais do bolso do paletó se esqueceu do fato de já ser mais de oito e meia, e que os vampiros já estivessem acordados.
Ao chegarem em frente ao bloco de gelo formado em São Paulo, Drake desceu do taxi pegou seu celular e ligou para o hotel enquanto Siegahart acordava Natalia e Dakota. Desligou e foi conversar com o motorista.
— Você pode me fazer um favor?
O motorista olhou para o garoto assustado pensando se ele queria ficar ali em frente à morte, mas mesmo assim acenou positivamente.
— Quero que você leve nossas malas pro Hotel IBI, deixe-as lá, o gerente já foi avisado de que elas chegarão mais cedo que nos. Quanto saiu a corrida?
— Cento e quinze reais.
— Ótimo, não faça perguntas, apenas leve as malas pro hotel – Drake retirou do paletó cinco notas de cem reais novinhas, todas com aparência de nunca terem sido usadas – e fique com o troco pra você.
O homem esperou que todos os passageiros misteriosos descessem, e arrancou a quase oitenta quilômetros por hora dali, em direção ao Hotel IBI, o qual conhecia apenas por ser grande e caríssimo demais para ele poder pagar com seu salário de taxista em um mês.
— O que a gente ta fazendo aqui?
Perguntou Natalia
— É mesmo Drake, você não conhece nenhum lugar melhor para nos irmos? Por exemplo, um lugar com luz, ou talvez com menos chances de nos sermos mortos?
O garoto riu dos amigos, e continuou a observá-los por mais dois ou três segundos antes de falar.
—Não teria graça se nos fossemos para um barzinho ou algo parecido. É nosso primeiro dia no Brasil, e acho que diversão não comum é apropriada para estrangeiros.
Natalia se indignou visivelmente com Drake, mas não falou nada para o namorado, que puxou a varinha de dentro do paletó, estendeu-a chacoalhando para que ela acendesse. E assim se fez. Drake andava para o bloco conhecido por O Lar, lugar onde um ano antes muitas pessoas teriam morrido, e outras tantas se levantaram para a escuridão.
— Drake Oliveira Bell, se você entrar ai, nunca mais pense em olhar na minha cara!
Drake se virou para Natalia, e sorriu, o rosto da garota expressava certa raiva pelo namorado, mas ela também sentia que em breve aqueles que habitavam as sombras D’O Lar iriam ajudar os bruxos vindos de Phlywood.


Sombra olhava para os lados, seu banho sob o luar de Phlywood estava chegando ao ultimo dia antes de seu retorno triunfal ao mundo.
— Senhor.
Antoin se aproximou de Sombra assustado, viu que o mestre não gostara da interrupção.
— Fale Antoin, o que será tão importante que deve interromper meu momento de descanso?
Sombra se virou invocando do chão seu manto negro, que circundou seu corpo fazendo com que suas roupas novamente cobrissem seu corpo.
— Os outros me informaram que a família de Zatch ainda persiste.
— Como assim? Não vá me dizer que o desgraçado deixou uma criança no mundo.
— Uma criança não, um rapaz. Mas ele não sabe que o senhor já esta acordado.
— Certifique-se que assim ele continuará. Pois se ele souber, pode ser meu fim, e seu também.
— Sim mestre.


Eram pouco mais de nove da manhã quando Drake e Natalia desceram com Dakota e Siegahart todos bem vestidos, mas com roupas simples e adequadas para o clima tropical do país. Os garotos usavam shorts jeans escuro e tênis novos pretos, Drake de camisa polo azul clara da Calvin Klein, Siegahart usava uma camisa vermelha de gola ‘U’, ao lado das garotas que usavam vestidos florais, Natalia de rosa, e Dakota de amarelo, ambas de cabelo preso, o que diferenciava os vestidos além da cor era o comprimento, o de Natalia era um pouco mais longo que o de Dakota.
Os quatro jovens desceram para o restaurante atraindo os olhares de todos, não por serem relativamente ricos em comparação aos outros, mas sim pelas risadas que o pequeno grupo dava fazendo com que uma mulher, vestida com roupas alegres sentada com uma garotinha, ambas vestiam roupas cor-de-rosa, olhasse para eles como se fosse mordê-los, o que Drake mesmo percebendo não estranhou, pois ali eles afinal que eram muito diferentes.
Natalia se aproximou de um garçom perguntando-lhe onde poderiam se sentar, o garçom os levou até uma mesa próxima a janela, muito reservada, mas mesmo assim uma das melhores do restaurante.
— Para onde nos vamos hoje Drake?
O garoto pegou seu iPhone, desbloqueou a tela, e assim que a agenda abriu, foi procurar o que fariam no dia.
— Vamos para a Rua Vinte e Cinco de Março, conhecer um pouco do centro de São Paulo.
— Ainda bem que você não quer ir visitar os vampiros!
Os quatro riram do comentário de Siegahart, logo em seguida lhes foi entregue o cardápio.


A rua era movimentada, muito mais do que o normal para o que eles conheciam das ruas de comercio de Phlywood. Era um lugar alegre, os quatros se divertiam. Só pararam para almoçar.
— Que tal nós irmos para a outra cidade amor?
Drake olhou para o relógio no pulso, eram cinco e meia da tarde. Olhou para os amigos e para Natalia e fez que sim com a cabeça.
No meio do caminho os quatro conversavam alegres, quando se aproximaram do Teatro Municipal de são Paulo viram o transito parrar com o sinal do semáforo. Em frente ao teatro uma fumaça se levantou em forma de cone, igual a um tornado, só que negro.
As pessoas olhavam para a fumaça, assim que ela alcançou quase dois metros e meio de altura caiu gelada, tocando os pés de Drake que estava a cem metros.
Ali no lugar da fumaça, de cabelos escuros, aparência jovem, vestido de preto, com a varinha na mão. Sombra. Olhava para Drake com raiva. Drake assim que viu o homem, sacou a varinha, sendo seguido pelos amigos.
— Qual seu nome garoto?
— Por que pergunta.
Na voz de Drake havia desafio, não era normal aquilo. O garoto parecia fumegar por dentro.
—Prazer. Me chamo Sombra. – Sombra sabia que seria perigoso, o garoto tinha três amigos para lhe ajudar. – Mas você já sabia disso, não.
— Sabia.
Foi tempo de Drake falar, no segundo seguinte Sombra lançou um feitiço contra o garoto que revidou, mesmo em meio a trouxas a batalha se desenrolou. A praça em frente ao teatro estava em guerra, apenas alguns poucos curiosos que ainda estavam olhando a cena.
Sombra lançou um feitiço contra o peito do garoto, e levantou a varinha em seguida invocando almas perturbadas para o ajudar. E assim se fez. Fantasmas e pessoas de preto apareceram ao lado de Sombra.
E como se fosse possível entre as varinhas de Drake e Sombra fez-se um globo de luz que ligava os dois, a luz se concentrou, todos pararam de lutar contra os adolescentes para ver. O globo então explodiu.
Alguns vidros estouraram ao redor dos dois primeiros quarteirões próximos ao teatro. Todos foram derrubados, os mais próximos caíram no chão. Sombra aparatou enquanto Drake fora jogado contra os vidros de um ônibus, e caiu no chão desacordado assim como a namorada e os amigos, muita gente ao redor batera a cabeça com tanta força que desacordou.


Mais tarde naquela noite vampiros se aproximaram do teatro, tinham saído do seu refugio próximos ao MASP, queriam o sangue dos desacordados, queriam poder, em frente ao batalhão de vampiros vinha Jó, um vampiro bem vestido, usava terno branco andava como que controlando os outros, levantou a mão e todos saíram correndo para as presas.
Jó achegou-se a um garoto caído próximo a um ônibus, olhou bem em seu rosto e se espantou.
— Patrícia, procure quem tem o cheiro deste garoto, não deixe que os matem.
Patrícia, uma vampira baixinha e muito bela saiu correndo avisando mais cinco colegas, em menos de um minuto estavam lá, Drake, Natalia, Dakota e Siegahart. Um ao lado do outro, era como se Jó soubesse de algo do futuro. Jó sabia. Senti que em breve não só os vampiros seriam conhecidos pelo mundo, muito mais coisa seria revelada em menos de dois anos.
— Tomem sangue de qualquer um menos destes, aquele que tocar neles para machuca-los, sofrerá as piores consequências.

Todos se assustaram com as palavras do vampiro mestre e o acataram.

Vamos levar essa magia para as casas de acolhimento no Brasil inteiro!
http://www.facebook.com/groups/369047213171701/ acessem e participem!v

8.11.12

Sexta Parte de UAM - Um Amanhecer Depois.


Drake acordou com um pouco de dor nas costas por dormir no sofá da sala de TV, abraçado a Natalia, ele era pura felicidade. Olhou para os lados pegou o controle remoto e ligou a televisão, e viu em um canal brasileiro uma noticia que era muito comentado por varias partes do mundo, na cidade de São Paulo, o túnel Airton Senna havia desmoronado durante a noite, destruído por alguns vampiros por volta da meia-noite fazendo com que o lago do Ibirapuera que se localizava acima do túnel, secasse deixando todo seu conteúdo pelas ruas de São Paulo. Drake riu pensando que no Brasil, a população de vampiros era muito pouco discreta, que mesmo após os sete vampiros do Rio D’Ouro terem feito tanta bagunça e chamarem a atenção do mundo para aquele país tão sem graça, que nunca havia feito diferença para todo o mundo bruxo em geral, agora em pouco mais que um ano e meio, já havia feito parte da historia mundial cerca de dez vezes ou mais, o garoto ria discretamente sem acordar Natalia de seu transe quase que imóvel em seus braços.
Siegahart entrou pela porta da sala de TV, sem fazer barulho, e com um aceno de mão chamou a atenção do amigo, que desligou o aparelho e foi se retirando do sofá, deixando Natalia ali, esperando por seus braços.
Siegahart, ainda vestia a camisa que usou para dormir, e estava sem calça, apenas de cueca, algo que era muito comum Drake ver nos últimos dias que haviam passado, nos quais seus amigos vieram moram com ele.
— Que foi? – perguntou Drake.
— Vocês dormiram ai?
— Sim, por quê?
— Por nada, eu só queria saber se você quer alguma coisa da padaria, eu e a Dakota estamos indo para la comprar pão e leite, e antes de ir eu pensei em te perguntar, ai eu ouvi a TV ligada, e fui te procurar lá.
— Não sei, acho que um bolo, ou alguma coisa mais diferente do normal.
— Tudo bem.
Siegahart entrou no antigo escritório, que agora era seu quarto e de Dakota, e logo antes de entrar de volta a sala de TV para acordar Natalia, viu Dakota sair. A garota o chamou para perto antes que ele entrasse.
— Bom dia Drake. – disse Dakota dando um beijo no rosto do garoto. – O Siegahart já te perguntou, se você queria alguma coisa?
— Já. Por quê? Vocês brigaram?
— Só discutimos um pouco, mas como você sabe?
— Seus olhos estão um pouco inchados. E eu ouvi hoje de manhã vocês e acordei.
— Ele ta pensando em fazer merda de novo com nossa amizade, quer ir embora de Phlywood, deixar a maior parte da magia para trás, e começar uma vida sem Sombra.
— As vezes ate eu penso em ir embora, mas algo me mantém aqui em Phlywood, algo que eu nem imagino o que é.
Naquele instante Natalia abriu a porta e viu o namorado e Dakota conversando do outro lado da pequena salinha, que dava acesso aos quartos e a sala de TV.
— Bom dia pra vocês.
Dakota e Drake se viraram, o garoto andou em direção a namorada e a beijou discretamente.
— Bom dia minha linda.
— Bom dia Natalia.
Natalia sorriu, para o namorado, e pensou ate em levá-lo para seu quarto, mas por força da educação a Dakota, não o fez.


Os quatro estavam sentados à mesa de vidro da sala de jantar, e tomavam café da manha, sobre a mesa estava um bolo de chocolate, mel, frutas vermelhas, leite, bolachas de todo tipo e chocolates em um pote. Os amigos conversavam sobre o halloween que se aproximava, e sobre a festa que a família de Drake sempre dava para os moradores da rua, que dessa vez não aconteceria.
Drake se levantou, foi ate a cadeira onde se encontrava Natalia e fez menção para que ela se levantasse. Natalia o fez, indo com uma expressão de questionamento.
Siegahart e Dakota ficaram na mesa olhando Drake e Natalia indo ate a cozinha, que era separada da mesa de jantar apenas por um balcão. Drake e Natalia conversavam, e num súbito momento, se beijaram.
Passados alguns dias Drake e Natalia convenceram Siegahart e Dakota a visitarem o Brasil com os amigos, seria divertido ver o que as crias dos vampiros do Rio D’Ouro fizeram, e quem sabe conhecer a cidade onde um dos maiores eventos da historia bruxa acontecera.
— Pra que cidade nos estamos indo?
— São Paulo. Mas é temporário, nos vamos depois pra uma cidade do interior.

2.11.12

Quinta Parte de UAM (Especial) - Sombra.


Sombra deixou o pequeno bosque as suas costas, um lugar que ficava a beira de uma rodovia tortuosa, na qual sempre era possível se ver alguns unicórnios e vez ou outra alguns relinchantes, que eram nativos daquela região de Argonia. Uma rodovia pouco movimentada naquele horário próximo a meia-noite, mas mesmo assim não estava deserta.
— Antoin, venha aqui.
Antoin, um homem alto, francês de cabelos negros e encaracolados longos, se aproximou de Sombra, que logo se virou para o homem que tremia de cima a baixo, com medo dos acontecimentos dos últimos dias e sua vida.
— Vê aquele ponto luminoso a cerca de setenta quilômetros? – perguntou Sombra.
— Vejo sim senhor, por quê?
— É Acordia, que se prepara para o halloween. Prepara se para o dia em que nos vamos destruir o resto de Phlywood, e conquistaremos o mundo mágico, e o trouxa também.
Sombra ria com seus lábios fechados e seu rosto que se desfigurava aos poucos conforme a luz do dia chegava. Sombra estava pálido como um fantasma, estava frio como o gelo, e perigoso como um dragão Amarelo-Mongol, e podia estar em qualquer lugar, mais rápido que se transportasse para lá. Sombra era finalmente um bruxo tão poderoso quanto antes, e nem percebia que já fazia cerca de três meses que havia sido acordado, que Zatch tinha deixado um filho poderoso no mundo. Drake assim como Sombra era incrivelmente forte.
— Mas senhor, não seria perigoso?
— Será perigoso, se não planejarmos.
A noite caia aos poucos, e a luz da lua fazia com que alguns animais encantados da noite saíssem aos poucos.
— Venha e nos banhemos na luz da lua de Argonia, uma lua poderosa, que vai fazer com que seus poderes e os meus se renovem.
Sombra aproximou-se da luz da lua, saindo da penumbra e ao chegar próximo da rodovia, seu manto negro caiu e transformou-se em fumaça que desapareceu, deixando Sombra nu, em meio à rodovia que ficou deserta, naquele inicio do dia primeiro de Setembro.
— Não vem Antoin?
Antoin se achegou a penumbra mais ainda com medo de seu mestre, que não olhava para o homem de preto as suas costas.

1.11.12

Quarta Parte de UAM - Amor Adolescente Pós-Morte (Sim era para ter um tom irônico).


Assim que os três se achegaram a casa de Drake, viram que não havia nem Ministério da Magia, ou corpo no chão, mas havia a sala como sempre fora, bagunçada, cheia de livros, com a sua parede salmão, mas sempre com a alegria de suas fotos em vários porta-retratos cheios com centenas de fotos de Drake e seus amigos. Apenas uma carta com o brasão do governo.
— Drake, você não vai ler?
— Lê pra mim Dakota?
“O Governo de Phlywood a Policia Federal e a Associação de Famílias Fundadoras tem o pesar de dizer que sentiremos falta de Zatch Oliveira Bell, bruxo excepcionalmente importante para a comunidade mágica. Sua morte marcara a historia deste país. A seu filho desejamos sorte nos próximos dias. O corpo foi levado para o Hospital de Acordia, onde será feita uma necropsia, e logo após será feito o velamento do mesmo”.
—Pelo menos eles se lembraram de deixar um bilhete avisando.
— Siegahart! Presta atenção garoto.
— Desculpa.
— Dakota, nem liga pra ele.
— quer que a gente passe a noite aqui com você?
Drake acenou positivamente para os amigos com um sorriso triste no rosto.


Drake acabara de sair do banheiro, com sua toalha sobre o ombro, vestindo apenas cueca, quando viu uma garota em seu quarto. Era Natalia, sua namorada de cabelos longos com alguns fios loiros como mechas, mas de raiz castanha e de pele clara, mas não tão branca como a de Drake, roupas despojadas, com o jeans justo e sua camisa azul, rosto magro e limpo, sem muita maquiagem e com os brincos prateados com esmeraldas que Drake havia lhe dado há um mês em seu aniversario. Natalia estava sentada sobre a cama do garoto, esperando para poder falar com ele.
A garota se levantou rapidamente quando viu Drake e o abraçou não o deixando falar com ela ou fazer alguma pergunta.
Ainda sem soltar o garoto, que era cerca de vinte centímetros mais alto que a garota, Natalia ainda sem poder entender qualquer coisa sobre o resto daquele dia olhou para os olhos de Drake e perguntou.
— Você esta bem?
— Melhor agora. – o garoto então beijou a namorada rapidamente e retirou os braços dela de seu pescoço para terminar de se arrumar.
Natalia olhou assustada para o namorado, ainda tentando entender como ele estava tão calmo.

Na sala da casa estavam Dakota e Siegahart jogando xadrez em meio a toda a bagunça, as paredes haviam mudado de cor, agora eram verdes bem claras. Os livros que sempre foram empilhados sobre toda a superfície que fosse visível, agora estavam em um canto debaixo da escada, mas ainda em muitas pilhas de todos os tamanhos e cores, em frente à janela, que agora era bloqueada por livros e por poucas brechas nas pilhas alguma luz da lua podia passar.
— Oi Natalia?
— Oi Dakota, como você esta?
— Bem.
Dakota vestia uma blusa de lã preta com um duplo ‘c’ nas costas, que Siegahart havia emprestado para a garota, Siegahart usava o jeans que usava toda vez que ia para a casa de Drake, um jeans escuro com a camisa vermelha, justa sobre seu peito e em suas mangas longas justas sobre seu braço, o que chamava a atenção de Dakota.
— Siegahart vem comigo.
Drake foi para a cozinha, seguido por Siegahart.
Drake estava vestindo um jeans claro, pouco justo e com sua camisa de listras horizontais verdes e pretas, com uma cara seria para o amigo. Da cozinha dava para se ver a parte externa da casa, onde ficava a lavanderia e a churrasqueira, ao lado o pergolado, onde Drake havia dado seu primeiro beijo em Natalia, onde havia comemorado seu décimo aniversario com os amigos.
— Qual o problema?
Perguntou Siegahart, que se sentou sobre uma pequena cadeira de madeira que estava ao lado de uma mesa redonda no centro da cozinha.
— Quando você vai falar pra ela?
— O que?
— Que você gosta dela.
Drake tinha na voz um tom bravo e repreensivo, mais uma expressão que Siegahart nunca vira na face do garoto.
— Eu não gosto dela, é só sua imaginação.
—Cara você é meu amigo a mais de sete anos, eu te conheço.
— Drake, não tem nada a ver isso que você ta pensando, eu não gosto da Dakota. Ela é minha amiga.
Da sala Dakota e Natalia ouviam os garotos na cozinha, a voz de Siegahart estava incerta. O coração de Dakota ficava mais rápido a cada segundo.
— Dakota, - Natalia chamou a amiga bem baixinho – se acalma garota, ele vai te chamar.
Dito e feito assim que Natalia terminou de falar Drake chamou Dakota. A garota ficou assustada, mas atendeu ao amigo. Drake saiu da cozinha em seguida e deixou os amigos lá conversando, enquanto saiu com Natalia para o pequeno jardim na frente da casa.
Passados alguns minutos que pareciam eternos para Dakota e Siegahart, os dois entraram na sala procurando os amigos que estavam conversando na frente da janela da sala. Siegahart bateu duas vezes no vidro com o dedo indicador, chamando a atenção de Drake.
Drake e Natalia entraram na sala e viram os amigos de mãos dadas, era um sinal de que de alguma coisa adiantou a conversa.
— Eu sei que você quer rir Drake.
— Eu?
— Muito engraçado.
— E o que vocês decidiram?
Dakota e Siegahart se olharam, Dakota disse muito alegre em seguida.
— Nós estamos namorando.
Os dois sorriram, e como por impulso se beijaram.

31.10.12

Have a Freeeaky Halloween!



MEUS AMIGOS LEITORES.

É DIA DE HALLOWEEN, VAMOS A CAÇADA AS BRUXAS, VOEMOS DE VASSOURA, BRINQUEMOS COM TROLLS. SEJAMOS CRIANÇAS.
É IMPORTANTE QUE NÃO APENAS TENHAMOS PRAZER EM NOS DIVERTIR, LEMBREM-SE NO BRASIL ESTE DIA NÃO É COMEMORADO COMO É NOS OUTROS LUGARES DO MUNDO MAS QUE ISSO NÃO IMPEÇA NOSSA ALEGRIA,VIREMOS BRUXOS E BRUXAS EM LOCAIS PÚBLICOS, VAMPIROS E GOULS SE LIBERTEM DURANTE A NOITE, SERES MÁGICOS, SEJAM FELIZES,
HOJE AS REGRAS SÃO OUTRAS. HOJE É HALLOWEEN!


J.RocHa

28.10.12

Terceira Parte - Uma Morte, Uma Briga, Um Amigo & Muitos Motivos


Na manha seguinte estavam Siegahart e Drake no quarto do garoto, Siegahart vestia uma camisa preta e shorts, Drake vestia calça jeans e uma camisete branca. O quarto de Drake era um lugar agradável, a cama de colcha cinza próxima à porta, ao seu lado a escrivaninha com o iMac próximo a dobra da parede, ao lado haviam vários lápis e cadernos desenhados pelo garoto. Acima do computador na parede contraria a porta havia uma estante cheia de livros, mas não era a única, o quarto era cheio destas, com potes, fotos, brinquedos antigos, e um despertador que não funcionava mais. Próximo à janela estava o pequeno guarda roupas de Drake, ao seu lado uma mesinha debaixo da janela, onde estava o Macbook Pro do garoto, dividindo espaço com cadernos de desenho e alguns copos e pratos que ele sempre deixava ali depois de comer algo quando desenhava.
Os garotos estavam separando os livros da escola e brincando com alguns potes de líquido estranhos e coloridos, que foram comprados para o novo ano escolar.
— Que será que a Dakota tem contra a gente se divertir? — Perguntou Siegahart.
— Nada ela só quer se divertir do jeito dela. Lendo livros na biblioteca municipal.
Os garotos caíram na risada depois do comentário de Drake. Siegahart balançou a cabeça negativamente, e se levantou para ir ao banheiro do quarto do amigo enquanto Drake colocava sobre a sua escrivaninha os livros que seu pai havia comprado no dia anterior.
— Vamos pro clube?
Perguntou Drake.
— Quando?
— Agora, me deu vontade de nadar.
— Não vejo motivo bom o suficiente.
— A gente ta solteiro, esse é um bom motivo para ir pro clube.
Siegahart saiu do banheiro fechando a braguilha de seu jeans, e respondeu ao amigo que ainda estava próximo a janela olhando o resto do bairro.
— Não é por que eu estou solteiro que eu quero uma garota que eu posso conhecer no clube.
— Vamos logo cara!
Drake abriu o seu guarda roupas e pegou uma mochila e sua sunga, enquanto o amigo ainda tentava entender o motivo da vontade de Drake.
— Esta esperando que eu pegue a sua sunga também?
Drake atirou uma sunga sobre Siegahart, que se protegeu rapidamente, enquanto Drake estava rindo da expressão do amigo.
Os garotos saíram do quarto de Drake rindo e conversando. Ao se aproximarem da escada, Drake percebeu que a sala da casa estava mais bagunçada do que o normal, deixou a mochila com o amigo e desceu correndo com medo de algo ruim.
E ao chegar à sala viu seu pai com a própria varinha enfiada por seu corpo, e muito sangue escorrendo pelo chão, mas ainda vivo.
— Pai!
Gritou Drake preocupado com o estado do pai.
— Drake, salve o mundo. Pegue meu relógio, Sombra vai querer ele, você tem que proteger o tempo a todo custo. Ninguém pode saber que você é o ‘Senhor do Tempo’.
—Aguenta mais um pouco, você não vai precisar deixar nada comigo!
Mas qualquer coisa foi em vão, o pai do garoto, usou suas ultimas forças para falar com o filho.
— Pegue meu relógio agora! Eu te amo.
Os olhos de Zatch se fecharam. Ele então se foi.
— Drake pega o relógio dele, você ouviu o que ele falou, a gente tem que falar com a Dakota, pra descobrirmos quem é Sombra.
Drake que chorava ao lado do corpo do pai, pegou o relógio e colocou em seu pulso enquanto Siegahart fora pegar a s varinhas de ambos, que estavam no quarto de Drake, ao descer para saírem teve que pegar o amigo quase que a força, e balançou a varinha, foram para a biblioteca sumindo da sala da casa de Drake.


Ao chegarem à biblioteca Drake, que ainda chorava, reconheceu apenas à amiga, que ao ver o estado do garoto, que sempre fora tão sorridente e agora chorava pela primeira vez na frente dos amigos, saiu em disparada para ajudá-lo.
— Que aconteceu?
— Mataram meu pai! Mataram ele!
A expressão de Dakota não podia ser outra a não ser de susto.
— Vem comigo.


Após alguns minutos numa salinha da biblioteca na qual apenas Dakota e algumas pessoas que trabalhavam na biblioteca podiam entrar, Drake sentia-se melhor quando abraçado pela amiga, que ainda tentava entender o que aconteceu na casa do garoto.
— Siegahart me explica de novo, com calma.
— Nos estávamos saindo para irmos ao clube para nadarmos um pouco, e quando chegamos próximos à escada ele viu o pai dele... Morto.
Drake ao ouvir aquelas palavras voltou a chorar.
— O pai dele falou alguma coisa?
— Falou sobre um tal de Sombra. — Interrompeu Drake em meio a soluços — E aposto que esse Sombra que matou ele.
— Isso é impossível. — Disse uma mulher de idade que usava roupas vermelhas e óculos meia lua, que era responsável pelos empréstimos de livros, que acabara de entrar para pegar um copo de água.
— Por quê?
Perguntou Drake.
— Sombra foi morto há duas décadas, por um garoto.
— Quem era esse garoto?
— Zatch Oliveira Bell.
Os rostos dos três ao ouvirem o nome do pai de Drake se tornaram assustados com tal noticia.
— A senhora tem certeza? – perguntou Dakota.
Drake enxugou as lagrimas dos olhos, se levantou com calma e curiosidade.
— O que a senhora sabe sobre Sombra?
— Pouco, ele foi um bruxo poderoso aqui em Phlywood, nasceu aqui em Acordia, e chegou a destruir grande parte da ilha quando ganhou poder, mas bem pouco tempo depois Zatch o matou.
— Drake, — Dakota se levantou do pequeno sofá que ficava ao lado da mesa de alimentação dos funcionários. — você não sabia disso?
A senhora se assustou ao saber que o garoto que estava chorando era filho de Zatch, mas tentou não se mostrar surpresa. Ela conhecia Zatch, e Drake era bem parecido com o pai.
— Não, nem fazia ideia, meu pai foi sempre tão discreto quanto ao passado dele, e nunca me falou sobre Sombra.
— Não é de se estranhar que Zatch fosse assim, quando o filho dele nasceu, quer dizer, você nasceu sua mãe morreu por uma infecção pós-parto.
Drake não entendia por qual motivo o pai não havia falado sobre tais coisas com ele, e porque todo o passado do pai era tão obscuro e não sabia nada quanto a Sombra.
— Vamos embora.
Drake virou-se para os amigos, que se levantaram e agradeceram a mulher e pediram desculpas pela falta de educação do amigo, quando alcançaram o amigo ele já estava quase há um quarteirão e meio de distancia, por isso tiveram de correr.
— Drake, escuta seu pai talvez não te falasse de nada par não te deixar assustado.
— Dezesseis anos, cara eu tenho dezesseis anos. Você me conhece, e ainda acha que eu ficaria assustado se ele me falasse a verdade só uma vez?
— Mas ele falou, e você sabe.
Quando Siegahart falou aquilo Drake se virou para ele e deu um soco no rosto do amigo.
— Você nem conhecia ele pra falar isso!
— Drake, calma!
— Da licença Dakota.
— Olha, eu sei que seu pai era um homem bom, e não merece sua raiva por umas palavras que ele não falou!
Drake avançou em cima de Siegahart e lhe deu outro soco na face, mas desta vez Siegahart revidou, e os garotos começaram a brigar no meio da calçada rolando no chão, enquanto Dakota tentava separá-los.
—Parem, agora! — Os garotos se separaram quando a garota deu um chute em cada e ouviram Dakota cada um de um lado da calçada separados pela garota — Vocês vão precisar respeitar um ao outro, Drake você não pode descontar no seu melhor amigo! E Siegahart, você tem que entender que o Drake esta muito abalado com tudo! Agora peçam desculpas, e se limpem.
Os garotos apertaram as mãos, como Dakota havia mandado e se limparam em seguida. Os três se dirigiram a uma praça no centro da cidade, próxima aos correios e aos bancos, e se sentaram ainda tentando decidir o que fariam. A praça era grande, no seu centro havia uma fonte, com algumas palmeiras ao seu redor. A ilha era uma exceção total ao clima comum da região onde ficava, pois apenas lá era possível cultivar como em lugares de clima tropical, os dias normalmente eram gelados, como no outono, mas ensolarados como na primavera, o que permitia que palmeiras crescessem ali, o chão era todo de ladrilhos de pedra preta e branca, havia um belo coreto situado a leste da fonte, e muitas pessoas circulavam por ali naquele dia.
— Que nos vamos fazer agora, nos não podemos voltar pra minha casa, e eu ainda sou menor de idade.
— A gente resolve de algum jeito.
Os três fizeram silencio por alguns segundo.
— Posso te fazer um pergunta Drake?
— Fala.
— O que seu pai falou antes de morrer?
A pergunta de Dakota fez com que o garoto se lembrasse do momento em que encontrou o pai morto chão.
— Me mandou pegar seu relógio, tomasse cuidado, e que ninguém deveria saber que eu sou o ‘Senhor do Tempo’, mas eu não entendi nada.
— Pra falar a verdade nem eu entendi nada do que o seu pai disse.
As palavras de Siegahart ecoaram na mente de Drake, que observava quatro crianças brincarem com gravetos como se fossem varinhas, em um duelo, Drake se lembrou do dia em que entrou na escola de magia pela primeira vez, e sentiu-se parte de algo importante.
— Foi seu pai Drake que preparou tudo para que você pudesse ser um garoto normal, e também pudesse derrotar Sombra quando necessário, você só não percebeu isso.
— Eu sei Dakota, mas ele pelo menos podia me contar um pouco mais sobre o passado dele.
Quando Drake terminou de falar foi como num impulso, o céu mudou de cor, uma chuva fina caia, fazendo com que mães e crianças corressem para se proteger, o vento começou a chacoalhar as arvores ao redor, assim que a água tocou o rosto de Drake, o garoto se sentiu bem novamente.
— Vamos. Eu tenho que pegar umas coisas em casa. E eu também tenho que ligar pra funerária resolver o velório do meu pai.

4.10.12

Novos Recursos & Novidades em Breve.

Olá amigos!

O site foi reformulado, e como vocês podem ver agora contém paginas de DOWNLOAD, em breve a página do PHOTO ALBUM será reestruturada, e aos poucos detalhes estarão sendo corrigidos. A experiência de uso será mais agradável, e para quem tem celulares e tablets ANDROID em breve assim como iPhones, iPods Touch & iPads receberão aplicativos GRATUITOS do UMAAVENTURAMAGICA.BLOGSPOT.COM que vão carregar conteúdo exclusivo e gratuito da historia de Drake e seus amigos...

Agradeço a todos os leitores e tenham um bom dia.

J.RocHa
Escritor de UMA Aventura Mágica.

2.10.12

Segunda Parte - A Rua das Lojas


Uma coruja cinza, grande, que planava sobre a torre da igreja no centro da cidade, fixou os olhos num garoto alto de cabelos castanhos e moletom vermelho, que passava de um lado a outro da pequena praça da igreja, da qual se ouvia o sino tocar no alto da torre em que a coruja havia pousado. Acabara de dar meio dia, os portões do colégio que fica ao lado da igreja se abriram e muitos adolescentes saíram correndo, mas o garoto de moletom vermelho nem se abalou com as pessoas, e se dirigia até duas árvores que ficavam próximas à esquina da praça, sem olhar para os lados, seguido pela coruja atravessou o pequeno espaço e desapareceu.
A praça mudara em frente aos olhos do garoto, mas também as ruas e o próprio garoto, que agora vestia um, sobretudo vermelho surrado pelo tempo, e a coruja continuou a voar em direção a algum lugar próximo, o garoto entrou em uma loja e a coruja continuou a planar.
Na loja em que o garoto entrou a vitrine parecia um circo com tantas criaturinhas coloridas, que pulavam para todos os lados dentro da gaiola gigante, a loja era cheia de gente de todos os tipos e idades, que se divertiam num espaço tão pequeno, quanto uma cozinha.
Próximos a uma estante estavam uma garota e dois garotos, um loiro, alto com olhos castanhos e uma roupa muito comum, jeans escuro e camisa preta, que pegava um embrulho pequeno de cor amarela, com um rotulo em vermelho. A garota de altura mediana, cabelos volumosos encaracolados castanhos vestia uma camisa simples rosa com alguns detalhes em prateado e calça justa a suas pernas, que segurava a mão do amigo de cabelos loiros.
— Drake você tem de comprar seus livros ainda.
— Dakota, me deixa!
— Deixa ele Dakota. Se não eu também compro alguma coisa.
O garoto se aproximou da prateleira e pegou outro tipo de embrulho ameaçando a amiga.
— Vai pagar Drake.
O rosto da garota ficou vermelho de raiva, e os garotos riam da vitória contra Dakota.
Quando voltaram encontraram a garota na porta esperando pelos dois, ainda de cara amarrada e muito brava com eles.
— Vocês não precisam me procurar depois, eu não vou ajudar vocês a comprarem seus livros.
—Para sua informação Dakota, meu pai esta comprando meus livros e do Siegahart.
— Inacreditável como vocês são preguiçosos!
—Preguiçosos não, nos aproveitamos à situação para nos darmos bem.
Drake apontou par um homem bem vestido com um terno uma pasta e livros sobre a mesma, que estava sobre os braços do homem. Drake e seus amigos correram ate o homem e assim que chegaram
próximos a ele, desapareceram em meio à multidão, mas sem saírem do lugar, com numa explosão de luz rápida que para os presentes não era nada de mais.
Os quatro apareceram em frente a uma casa com um portão grande e suntuoso de cor branca, e muros verdes, o sobrado era uma casa comum para o bairro em que Drake vivia na cidade de Acordia. Um bairro de classe alta, em que quase todas as casas eram sobradas, com janelas imensas de vidro, e portas grandes e trabalhadas pelo artesão da cidade, uma a uma, com um amor, que se via traduzido nas portas de madeira envernizada, em meio a jardins simples e pequenos, alguns com flores comuns, outros, apenas com alguns arbustos pequenos e alguns Elfos de jardim bem pequenos, que andavam por suas casinhas em miniatura, localizadas nos jardins, em lugares bem a mostra, o que mostrava que as pessoas aceitavam tal infestação, pois os pequenos moradores cuidavam das plantas que estavam ao seu redor. Dakota e Siegahart se viraram para o homem, que era Zatch, agora mais velho, o garoto que havia destruído Sombra, em uma batalha importante, mas discreta, pegaram seus livros com ele, agradeceram.
— Que você vai fazer amanhã cara?
— Sei lá, mas passa ai, vou ficar o dia todo de bobeira, você vem Dakota?
— Não posso, já marquei um compromisso.
Enquanto os jovens decidiam o que fariam no dia seguinte, Zatch, ainda com o mesmo olhar curioso de quando tinha dezesseis anos, abriu o portão da casa verde e entrou em direção à sala.
— Já vou indo, até amanhã e boa noite pra vocês.
A garota virou-se de costa e foi em direção a sua casa no outro lado da rua, cantarolando algo indecifrável.
Dakota entrou na sua casa e os garotos se despediram com um simples tchau. Drake se virou para sua casa, entrou pelo portão que se fechou assim que o garoto passou. Foi em direção à porta da casa, entrou e encontrou a sala como sempre estava com seus sofás amarelos e verdes, sua mesa de centro cheia de livros com o jogo de xadrez dividindo o espaço com livros amontoados, as paredes eram rosa claro, e a janela com suas cortinas brancas leves. Da sala via-se a cozinha e o balcão do bar cheio de copos limpos sobre uma bandeja prateada, com algumas garrafas ao lado, a cozinha simples com um aquário grande sobre a bancada, e a sala de jantar com sua mesa de vidro e as cadeiras brancas, com alguns quadros na parede. O garoto foi em direção à cozinha e abriu a geladeira para comer alguns pedaços de chocolate, que estavam num pequeno pote de vidro, virou-se novamente para a sala, e subiu pela escada em direção a seu quarto, onde seu pai havia deixado seus livros de escola, sentou-se e começou a folheá-los.