2.11.12

Quinta Parte de UAM (Especial) - Sombra.


Sombra deixou o pequeno bosque as suas costas, um lugar que ficava a beira de uma rodovia tortuosa, na qual sempre era possível se ver alguns unicórnios e vez ou outra alguns relinchantes, que eram nativos daquela região de Argonia. Uma rodovia pouco movimentada naquele horário próximo a meia-noite, mas mesmo assim não estava deserta.
— Antoin, venha aqui.
Antoin, um homem alto, francês de cabelos negros e encaracolados longos, se aproximou de Sombra, que logo se virou para o homem que tremia de cima a baixo, com medo dos acontecimentos dos últimos dias e sua vida.
— Vê aquele ponto luminoso a cerca de setenta quilômetros? – perguntou Sombra.
— Vejo sim senhor, por quê?
— É Acordia, que se prepara para o halloween. Prepara se para o dia em que nos vamos destruir o resto de Phlywood, e conquistaremos o mundo mágico, e o trouxa também.
Sombra ria com seus lábios fechados e seu rosto que se desfigurava aos poucos conforme a luz do dia chegava. Sombra estava pálido como um fantasma, estava frio como o gelo, e perigoso como um dragão Amarelo-Mongol, e podia estar em qualquer lugar, mais rápido que se transportasse para lá. Sombra era finalmente um bruxo tão poderoso quanto antes, e nem percebia que já fazia cerca de três meses que havia sido acordado, que Zatch tinha deixado um filho poderoso no mundo. Drake assim como Sombra era incrivelmente forte.
— Mas senhor, não seria perigoso?
— Será perigoso, se não planejarmos.
A noite caia aos poucos, e a luz da lua fazia com que alguns animais encantados da noite saíssem aos poucos.
— Venha e nos banhemos na luz da lua de Argonia, uma lua poderosa, que vai fazer com que seus poderes e os meus se renovem.
Sombra aproximou-se da luz da lua, saindo da penumbra e ao chegar próximo da rodovia, seu manto negro caiu e transformou-se em fumaça que desapareceu, deixando Sombra nu, em meio à rodovia que ficou deserta, naquele inicio do dia primeiro de Setembro.
— Não vem Antoin?
Antoin se achegou a penumbra mais ainda com medo de seu mestre, que não olhava para o homem de preto as suas costas.