Assim que os três se achegaram a casa
de Drake, viram que não havia nem Ministério da Magia, ou corpo no chão, mas
havia a sala como sempre fora, bagunçada, cheia de livros, com a sua parede
salmão, mas sempre com a alegria de suas fotos em vários porta-retratos cheios
com centenas de fotos de Drake e seus amigos. Apenas uma carta com o brasão do
governo.
— Drake, você não vai ler?
— Lê pra mim Dakota?
— “O
Governo de Phlywood a Policia Federal e a Associação de Famílias Fundadoras tem
o pesar de dizer que sentiremos falta de Zatch Oliveira Bell, bruxo
excepcionalmente importante para a comunidade mágica. Sua morte marcara a
historia deste país. A seu filho desejamos sorte nos próximos dias. O corpo foi
levado para o Hospital de Acordia, onde será feita uma necropsia, e logo após
será feito o velamento do mesmo”.
—Pelo menos eles se lembraram de
deixar um bilhete avisando.
— Siegahart! Presta atenção garoto.
— Desculpa.
— Dakota, nem liga pra ele.
— quer que a gente passe a noite aqui
com você?
Drake acenou positivamente para os
amigos com um sorriso triste no rosto.
Drake acabara de sair do banheiro, com
sua toalha sobre o ombro, vestindo apenas cueca, quando viu uma garota em seu quarto.
Era Natalia, sua namorada de cabelos longos com alguns fios loiros como mechas,
mas de raiz castanha e de pele clara, mas não tão branca como a de Drake,
roupas despojadas, com o jeans justo e sua camisa azul, rosto magro e limpo,
sem muita maquiagem e com os brincos prateados com esmeraldas que Drake havia
lhe dado há um mês em seu aniversario. Natalia estava sentada sobre a cama do
garoto, esperando para poder falar com ele.
A garota se levantou rapidamente
quando viu Drake e o abraçou não o deixando falar com ela ou fazer alguma
pergunta.
Ainda sem soltar o garoto, que era
cerca de vinte centímetros mais alto que a garota, Natalia ainda sem poder
entender qualquer coisa sobre o resto daquele dia olhou para os olhos de Drake
e perguntou.
— Você esta bem?
— Melhor agora. – o garoto então beijou
a namorada rapidamente e retirou os braços dela de seu pescoço para terminar de
se arrumar.
Natalia olhou assustada para o
namorado, ainda tentando entender como ele estava tão calmo.
Na sala da casa estavam Dakota e
Siegahart jogando xadrez em meio a toda a bagunça, as paredes haviam mudado de
cor, agora eram verdes bem claras. Os livros que sempre foram empilhados sobre
toda a superfície que fosse visível, agora estavam em um canto debaixo da
escada, mas ainda em muitas pilhas de todos os tamanhos e cores, em frente à
janela, que agora era bloqueada por livros e por poucas brechas nas pilhas
alguma luz da lua podia passar.
— Oi Natalia?
— Oi Dakota, como você esta?
— Bem.
Dakota vestia uma blusa de lã preta
com um duplo ‘c’ nas costas, que Siegahart havia emprestado para a garota,
Siegahart usava o jeans que usava toda vez que ia para a casa de Drake, um
jeans escuro com a camisa vermelha, justa sobre seu peito e em suas mangas
longas justas sobre seu braço, o que chamava a atenção de Dakota.
— Siegahart vem comigo.
Drake foi para a cozinha, seguido por
Siegahart.
Drake estava vestindo um jeans claro,
pouco justo e com sua camisa de listras horizontais verdes e pretas, com uma
cara seria para o amigo. Da cozinha dava para se ver a parte externa da casa,
onde ficava a lavanderia e a churrasqueira, ao lado o pergolado, onde Drake
havia dado seu primeiro beijo em Natalia, onde havia comemorado seu décimo
aniversario com os amigos.
— Qual o problema?
Perguntou Siegahart, que se sentou
sobre uma pequena cadeira de madeira que estava ao lado de uma mesa redonda no
centro da cozinha.
— Quando você vai falar pra ela?
— O que?
— Que você gosta dela.
Drake tinha na voz um tom bravo e
repreensivo, mais uma expressão que Siegahart nunca vira na face do garoto.
— Eu não gosto dela, é só sua
imaginação.
—Cara você é meu amigo a mais de sete
anos, eu te conheço.
— Drake, não tem nada a ver isso que
você ta pensando, eu não gosto da Dakota. Ela é minha amiga.
Da sala Dakota e Natalia ouviam os
garotos na cozinha, a voz de Siegahart estava incerta. O coração de Dakota
ficava mais rápido a cada segundo.
— Dakota, - Natalia chamou a amiga bem
baixinho – se acalma garota, ele vai te chamar.
Dito e feito assim que Natalia
terminou de falar Drake chamou Dakota. A garota ficou assustada, mas atendeu ao
amigo. Drake saiu da cozinha em seguida e deixou os amigos lá conversando,
enquanto saiu com Natalia para o pequeno jardim na frente da casa.
Passados alguns minutos que pareciam
eternos para Dakota e Siegahart, os dois entraram na sala procurando os amigos
que estavam conversando na frente da janela da sala. Siegahart bateu duas vezes
no vidro com o dedo indicador, chamando a atenção de Drake.
Drake e Natalia entraram na sala e
viram os amigos de mãos dadas, era um sinal de que de alguma coisa adiantou a
conversa.
— Eu sei que você quer rir Drake.
— Eu?
— Muito engraçado.
— E o que vocês decidiram?
Dakota e Siegahart se olharam, Dakota
disse muito alegre em seguida.
— Nós estamos namorando.
Os dois sorriram, e como por impulso
se beijaram.