1.11.12

Quarta Parte de UAM - Amor Adolescente Pós-Morte (Sim era para ter um tom irônico).


Assim que os três se achegaram a casa de Drake, viram que não havia nem Ministério da Magia, ou corpo no chão, mas havia a sala como sempre fora, bagunçada, cheia de livros, com a sua parede salmão, mas sempre com a alegria de suas fotos em vários porta-retratos cheios com centenas de fotos de Drake e seus amigos. Apenas uma carta com o brasão do governo.
— Drake, você não vai ler?
— Lê pra mim Dakota?
“O Governo de Phlywood a Policia Federal e a Associação de Famílias Fundadoras tem o pesar de dizer que sentiremos falta de Zatch Oliveira Bell, bruxo excepcionalmente importante para a comunidade mágica. Sua morte marcara a historia deste país. A seu filho desejamos sorte nos próximos dias. O corpo foi levado para o Hospital de Acordia, onde será feita uma necropsia, e logo após será feito o velamento do mesmo”.
—Pelo menos eles se lembraram de deixar um bilhete avisando.
— Siegahart! Presta atenção garoto.
— Desculpa.
— Dakota, nem liga pra ele.
— quer que a gente passe a noite aqui com você?
Drake acenou positivamente para os amigos com um sorriso triste no rosto.


Drake acabara de sair do banheiro, com sua toalha sobre o ombro, vestindo apenas cueca, quando viu uma garota em seu quarto. Era Natalia, sua namorada de cabelos longos com alguns fios loiros como mechas, mas de raiz castanha e de pele clara, mas não tão branca como a de Drake, roupas despojadas, com o jeans justo e sua camisa azul, rosto magro e limpo, sem muita maquiagem e com os brincos prateados com esmeraldas que Drake havia lhe dado há um mês em seu aniversario. Natalia estava sentada sobre a cama do garoto, esperando para poder falar com ele.
A garota se levantou rapidamente quando viu Drake e o abraçou não o deixando falar com ela ou fazer alguma pergunta.
Ainda sem soltar o garoto, que era cerca de vinte centímetros mais alto que a garota, Natalia ainda sem poder entender qualquer coisa sobre o resto daquele dia olhou para os olhos de Drake e perguntou.
— Você esta bem?
— Melhor agora. – o garoto então beijou a namorada rapidamente e retirou os braços dela de seu pescoço para terminar de se arrumar.
Natalia olhou assustada para o namorado, ainda tentando entender como ele estava tão calmo.

Na sala da casa estavam Dakota e Siegahart jogando xadrez em meio a toda a bagunça, as paredes haviam mudado de cor, agora eram verdes bem claras. Os livros que sempre foram empilhados sobre toda a superfície que fosse visível, agora estavam em um canto debaixo da escada, mas ainda em muitas pilhas de todos os tamanhos e cores, em frente à janela, que agora era bloqueada por livros e por poucas brechas nas pilhas alguma luz da lua podia passar.
— Oi Natalia?
— Oi Dakota, como você esta?
— Bem.
Dakota vestia uma blusa de lã preta com um duplo ‘c’ nas costas, que Siegahart havia emprestado para a garota, Siegahart usava o jeans que usava toda vez que ia para a casa de Drake, um jeans escuro com a camisa vermelha, justa sobre seu peito e em suas mangas longas justas sobre seu braço, o que chamava a atenção de Dakota.
— Siegahart vem comigo.
Drake foi para a cozinha, seguido por Siegahart.
Drake estava vestindo um jeans claro, pouco justo e com sua camisa de listras horizontais verdes e pretas, com uma cara seria para o amigo. Da cozinha dava para se ver a parte externa da casa, onde ficava a lavanderia e a churrasqueira, ao lado o pergolado, onde Drake havia dado seu primeiro beijo em Natalia, onde havia comemorado seu décimo aniversario com os amigos.
— Qual o problema?
Perguntou Siegahart, que se sentou sobre uma pequena cadeira de madeira que estava ao lado de uma mesa redonda no centro da cozinha.
— Quando você vai falar pra ela?
— O que?
— Que você gosta dela.
Drake tinha na voz um tom bravo e repreensivo, mais uma expressão que Siegahart nunca vira na face do garoto.
— Eu não gosto dela, é só sua imaginação.
—Cara você é meu amigo a mais de sete anos, eu te conheço.
— Drake, não tem nada a ver isso que você ta pensando, eu não gosto da Dakota. Ela é minha amiga.
Da sala Dakota e Natalia ouviam os garotos na cozinha, a voz de Siegahart estava incerta. O coração de Dakota ficava mais rápido a cada segundo.
— Dakota, - Natalia chamou a amiga bem baixinho – se acalma garota, ele vai te chamar.
Dito e feito assim que Natalia terminou de falar Drake chamou Dakota. A garota ficou assustada, mas atendeu ao amigo. Drake saiu da cozinha em seguida e deixou os amigos lá conversando, enquanto saiu com Natalia para o pequeno jardim na frente da casa.
Passados alguns minutos que pareciam eternos para Dakota e Siegahart, os dois entraram na sala procurando os amigos que estavam conversando na frente da janela da sala. Siegahart bateu duas vezes no vidro com o dedo indicador, chamando a atenção de Drake.
Drake e Natalia entraram na sala e viram os amigos de mãos dadas, era um sinal de que de alguma coisa adiantou a conversa.
— Eu sei que você quer rir Drake.
— Eu?
— Muito engraçado.
— E o que vocês decidiram?
Dakota e Siegahart se olharam, Dakota disse muito alegre em seguida.
— Nós estamos namorando.
Os dois sorriram, e como por impulso se beijaram.