9.11.12

Sétima Parte de UAM - Da Chegada, a Batalha.


Drake vestia um paletó preto com jeans escuro como sempre, e uma camisa branca por baixo, enquanto estava abraçado a Natalia, que usava um moletom azul escuro de Drake e um jeans azul claro discreto como sempre devia ser para a garota que dormia ao lado de Dakota, que também fora abraçada por seu namorado, que vestia uma camisa justa preta e jeans cinza.
— Elas vão acordar quando?
Siegahart olhava pela janela e via a cidade cinza ao seu redor, e ficava pensando se passariam pelas marginais do Tietê e veriam o pequeno estrago feito a cerca de um ano.
— Motorista. Você poderia nos levar para a marginal do Tietê antes de irmos para o hotel?
O motorista do taxi olhou assustado para o rosto de Drake, pois aquele lugar era totalmente proibido para quem não quisesse morrer sem sangue em seu corpo, mas ao ver o garoto pegar mais duas notas de cem reais do bolso do paletó se esqueceu do fato de já ser mais de oito e meia, e que os vampiros já estivessem acordados.
Ao chegarem em frente ao bloco de gelo formado em São Paulo, Drake desceu do taxi pegou seu celular e ligou para o hotel enquanto Siegahart acordava Natalia e Dakota. Desligou e foi conversar com o motorista.
— Você pode me fazer um favor?
O motorista olhou para o garoto assustado pensando se ele queria ficar ali em frente à morte, mas mesmo assim acenou positivamente.
— Quero que você leve nossas malas pro Hotel IBI, deixe-as lá, o gerente já foi avisado de que elas chegarão mais cedo que nos. Quanto saiu a corrida?
— Cento e quinze reais.
— Ótimo, não faça perguntas, apenas leve as malas pro hotel – Drake retirou do paletó cinco notas de cem reais novinhas, todas com aparência de nunca terem sido usadas – e fique com o troco pra você.
O homem esperou que todos os passageiros misteriosos descessem, e arrancou a quase oitenta quilômetros por hora dali, em direção ao Hotel IBI, o qual conhecia apenas por ser grande e caríssimo demais para ele poder pagar com seu salário de taxista em um mês.
— O que a gente ta fazendo aqui?
Perguntou Natalia
— É mesmo Drake, você não conhece nenhum lugar melhor para nos irmos? Por exemplo, um lugar com luz, ou talvez com menos chances de nos sermos mortos?
O garoto riu dos amigos, e continuou a observá-los por mais dois ou três segundos antes de falar.
—Não teria graça se nos fossemos para um barzinho ou algo parecido. É nosso primeiro dia no Brasil, e acho que diversão não comum é apropriada para estrangeiros.
Natalia se indignou visivelmente com Drake, mas não falou nada para o namorado, que puxou a varinha de dentro do paletó, estendeu-a chacoalhando para que ela acendesse. E assim se fez. Drake andava para o bloco conhecido por O Lar, lugar onde um ano antes muitas pessoas teriam morrido, e outras tantas se levantaram para a escuridão.
— Drake Oliveira Bell, se você entrar ai, nunca mais pense em olhar na minha cara!
Drake se virou para Natalia, e sorriu, o rosto da garota expressava certa raiva pelo namorado, mas ela também sentia que em breve aqueles que habitavam as sombras D’O Lar iriam ajudar os bruxos vindos de Phlywood.


Sombra olhava para os lados, seu banho sob o luar de Phlywood estava chegando ao ultimo dia antes de seu retorno triunfal ao mundo.
— Senhor.
Antoin se aproximou de Sombra assustado, viu que o mestre não gostara da interrupção.
— Fale Antoin, o que será tão importante que deve interromper meu momento de descanso?
Sombra se virou invocando do chão seu manto negro, que circundou seu corpo fazendo com que suas roupas novamente cobrissem seu corpo.
— Os outros me informaram que a família de Zatch ainda persiste.
— Como assim? Não vá me dizer que o desgraçado deixou uma criança no mundo.
— Uma criança não, um rapaz. Mas ele não sabe que o senhor já esta acordado.
— Certifique-se que assim ele continuará. Pois se ele souber, pode ser meu fim, e seu também.
— Sim mestre.


Eram pouco mais de nove da manhã quando Drake e Natalia desceram com Dakota e Siegahart todos bem vestidos, mas com roupas simples e adequadas para o clima tropical do país. Os garotos usavam shorts jeans escuro e tênis novos pretos, Drake de camisa polo azul clara da Calvin Klein, Siegahart usava uma camisa vermelha de gola ‘U’, ao lado das garotas que usavam vestidos florais, Natalia de rosa, e Dakota de amarelo, ambas de cabelo preso, o que diferenciava os vestidos além da cor era o comprimento, o de Natalia era um pouco mais longo que o de Dakota.
Os quatro jovens desceram para o restaurante atraindo os olhares de todos, não por serem relativamente ricos em comparação aos outros, mas sim pelas risadas que o pequeno grupo dava fazendo com que uma mulher, vestida com roupas alegres sentada com uma garotinha, ambas vestiam roupas cor-de-rosa, olhasse para eles como se fosse mordê-los, o que Drake mesmo percebendo não estranhou, pois ali eles afinal que eram muito diferentes.
Natalia se aproximou de um garçom perguntando-lhe onde poderiam se sentar, o garçom os levou até uma mesa próxima a janela, muito reservada, mas mesmo assim uma das melhores do restaurante.
— Para onde nos vamos hoje Drake?
O garoto pegou seu iPhone, desbloqueou a tela, e assim que a agenda abriu, foi procurar o que fariam no dia.
— Vamos para a Rua Vinte e Cinco de Março, conhecer um pouco do centro de São Paulo.
— Ainda bem que você não quer ir visitar os vampiros!
Os quatro riram do comentário de Siegahart, logo em seguida lhes foi entregue o cardápio.


A rua era movimentada, muito mais do que o normal para o que eles conheciam das ruas de comercio de Phlywood. Era um lugar alegre, os quatros se divertiam. Só pararam para almoçar.
— Que tal nós irmos para a outra cidade amor?
Drake olhou para o relógio no pulso, eram cinco e meia da tarde. Olhou para os amigos e para Natalia e fez que sim com a cabeça.
No meio do caminho os quatro conversavam alegres, quando se aproximaram do Teatro Municipal de são Paulo viram o transito parrar com o sinal do semáforo. Em frente ao teatro uma fumaça se levantou em forma de cone, igual a um tornado, só que negro.
As pessoas olhavam para a fumaça, assim que ela alcançou quase dois metros e meio de altura caiu gelada, tocando os pés de Drake que estava a cem metros.
Ali no lugar da fumaça, de cabelos escuros, aparência jovem, vestido de preto, com a varinha na mão. Sombra. Olhava para Drake com raiva. Drake assim que viu o homem, sacou a varinha, sendo seguido pelos amigos.
— Qual seu nome garoto?
— Por que pergunta.
Na voz de Drake havia desafio, não era normal aquilo. O garoto parecia fumegar por dentro.
—Prazer. Me chamo Sombra. – Sombra sabia que seria perigoso, o garoto tinha três amigos para lhe ajudar. – Mas você já sabia disso, não.
— Sabia.
Foi tempo de Drake falar, no segundo seguinte Sombra lançou um feitiço contra o garoto que revidou, mesmo em meio a trouxas a batalha se desenrolou. A praça em frente ao teatro estava em guerra, apenas alguns poucos curiosos que ainda estavam olhando a cena.
Sombra lançou um feitiço contra o peito do garoto, e levantou a varinha em seguida invocando almas perturbadas para o ajudar. E assim se fez. Fantasmas e pessoas de preto apareceram ao lado de Sombra.
E como se fosse possível entre as varinhas de Drake e Sombra fez-se um globo de luz que ligava os dois, a luz se concentrou, todos pararam de lutar contra os adolescentes para ver. O globo então explodiu.
Alguns vidros estouraram ao redor dos dois primeiros quarteirões próximos ao teatro. Todos foram derrubados, os mais próximos caíram no chão. Sombra aparatou enquanto Drake fora jogado contra os vidros de um ônibus, e caiu no chão desacordado assim como a namorada e os amigos, muita gente ao redor batera a cabeça com tanta força que desacordou.


Mais tarde naquela noite vampiros se aproximaram do teatro, tinham saído do seu refugio próximos ao MASP, queriam o sangue dos desacordados, queriam poder, em frente ao batalhão de vampiros vinha Jó, um vampiro bem vestido, usava terno branco andava como que controlando os outros, levantou a mão e todos saíram correndo para as presas.
Jó achegou-se a um garoto caído próximo a um ônibus, olhou bem em seu rosto e se espantou.
— Patrícia, procure quem tem o cheiro deste garoto, não deixe que os matem.
Patrícia, uma vampira baixinha e muito bela saiu correndo avisando mais cinco colegas, em menos de um minuto estavam lá, Drake, Natalia, Dakota e Siegahart. Um ao lado do outro, era como se Jó soubesse de algo do futuro. Jó sabia. Senti que em breve não só os vampiros seriam conhecidos pelo mundo, muito mais coisa seria revelada em menos de dois anos.
— Tomem sangue de qualquer um menos destes, aquele que tocar neles para machuca-los, sofrerá as piores consequências.

Todos se assustaram com as palavras do vampiro mestre e o acataram.

Vamos levar essa magia para as casas de acolhimento no Brasil inteiro!
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