Drake vestia um paletó preto com jeans
escuro como sempre, e uma camisa branca por baixo, enquanto estava abraçado a
Natalia, que usava um moletom azul escuro de Drake e um jeans azul claro
discreto como sempre devia ser para a garota que dormia ao lado de Dakota, que
também fora abraçada por seu namorado, que vestia uma camisa justa preta e
jeans cinza.
— Elas vão acordar quando?
Siegahart olhava pela janela e via a
cidade cinza ao seu redor, e ficava pensando se passariam pelas marginais do
Tietê e veriam o pequeno estrago feito a cerca de um ano.
— Motorista. Você poderia nos levar
para a marginal do Tietê antes de irmos para o hotel?
O motorista do taxi olhou assustado
para o rosto de Drake, pois aquele lugar era totalmente proibido para quem não
quisesse morrer sem sangue em seu corpo, mas ao ver o garoto pegar mais duas
notas de cem reais do bolso do paletó se esqueceu do fato de já ser mais de
oito e meia, e que os vampiros já estivessem acordados.
Ao chegarem em frente ao bloco de gelo
formado em São Paulo, Drake desceu do taxi pegou seu celular e ligou para o
hotel enquanto Siegahart acordava Natalia e Dakota. Desligou e foi conversar
com o motorista.
— Você pode me fazer um favor?
O motorista olhou para o garoto
assustado pensando se ele queria ficar ali em frente à morte, mas mesmo assim
acenou positivamente.
— Quero que você leve nossas malas pro
Hotel IBI, deixe-as lá, o gerente já foi avisado de que elas chegarão mais cedo
que nos. Quanto saiu a corrida?
— Cento e quinze reais.
— Ótimo, não faça perguntas, apenas
leve as malas pro hotel – Drake retirou do paletó cinco notas de cem reais
novinhas, todas com aparência de nunca terem sido usadas – e fique com o troco
pra você.
O homem esperou que todos os
passageiros misteriosos descessem, e arrancou a quase oitenta quilômetros por
hora dali, em direção ao Hotel IBI, o qual conhecia apenas por ser grande e
caríssimo demais para ele poder pagar com seu salário de taxista em um mês.
— O que a gente ta fazendo aqui?
Perguntou Natalia
— É mesmo Drake, você não conhece nenhum
lugar melhor para nos irmos? Por exemplo, um lugar com luz, ou talvez com menos
chances de nos sermos mortos?
O garoto riu dos amigos, e continuou a
observá-los por mais dois ou três segundos antes de falar.
—Não teria graça se nos fossemos para
um barzinho ou algo parecido. É nosso primeiro dia no Brasil, e acho que
diversão não comum é apropriada para estrangeiros.
Natalia se indignou visivelmente com Drake,
mas não falou nada para o namorado, que puxou a varinha de dentro do paletó,
estendeu-a chacoalhando para que ela acendesse. E assim se fez. Drake andava
para o bloco conhecido por O Lar, lugar
onde um ano antes muitas pessoas teriam morrido, e outras tantas se levantaram
para a escuridão.
— Drake Oliveira Bell, se você entrar
ai, nunca mais pense em olhar na minha cara!
Drake se virou
para Natalia, e sorriu, o rosto da garota expressava certa raiva pelo namorado,
mas ela também sentia que em breve aqueles que habitavam as sombras D’O Lar iriam ajudar os bruxos vindos de
Phlywood.
Sombra olhava para os lados, seu banho
sob o luar de Phlywood estava chegando ao ultimo dia antes de seu retorno
triunfal ao mundo.
— Senhor.
Antoin se aproximou de Sombra
assustado, viu que o mestre não gostara da interrupção.
— Fale Antoin, o que será tão
importante que deve interromper meu momento de descanso?
Sombra se virou invocando do chão seu
manto negro, que circundou seu corpo fazendo com que suas roupas novamente
cobrissem seu corpo.
— Os outros me informaram que a
família de Zatch ainda persiste.
— Como assim? Não vá me dizer que o
desgraçado deixou uma criança no mundo.
— Uma criança não, um rapaz. Mas ele
não sabe que o senhor já esta acordado.
— Certifique-se
que assim ele continuará. Pois se ele souber, pode ser meu fim, e seu também.
— Sim mestre.
Eram pouco mais de nove da manhã quando
Drake e Natalia desceram com Dakota e Siegahart todos bem vestidos, mas com
roupas simples e adequadas para o clima tropical do país. Os garotos usavam
shorts jeans escuro e tênis novos pretos, Drake de camisa polo azul clara da
Calvin Klein, Siegahart usava uma camisa vermelha de gola ‘U’, ao lado das
garotas que usavam vestidos florais, Natalia de rosa, e Dakota de amarelo,
ambas de cabelo preso, o que diferenciava os vestidos além da cor era o
comprimento, o de Natalia era um pouco mais longo que o de Dakota.
Os quatro jovens desceram para o
restaurante atraindo os olhares de todos, não por serem relativamente ricos em
comparação aos outros, mas sim pelas risadas que o pequeno grupo dava fazendo
com que uma mulher, vestida com roupas alegres sentada com uma garotinha, ambas
vestiam roupas cor-de-rosa, olhasse para eles como se fosse mordê-los, o que Drake
mesmo percebendo não estranhou, pois ali eles afinal que eram muito diferentes.
Natalia se aproximou de um garçom
perguntando-lhe onde poderiam se sentar, o garçom os levou até uma mesa próxima
a janela, muito reservada, mas mesmo assim uma das melhores do restaurante.
— Para onde nos vamos hoje Drake?
O garoto pegou seu iPhone, desbloqueou
a tela, e assim que a agenda abriu, foi procurar o que fariam no dia.
— Vamos para a Rua Vinte e Cinco de
Março, conhecer um pouco do centro de São Paulo.
— Ainda bem que você não quer ir
visitar os vampiros!
Os quatro riram
do comentário de Siegahart, logo em seguida lhes foi entregue o cardápio.
A rua era movimentada, muito mais do
que o normal para o que eles conheciam das ruas de comercio de Phlywood. Era um
lugar alegre, os quatros se divertiam. Só pararam para almoçar.
— Que tal nós irmos para a outra
cidade amor?
Drake olhou para o relógio no pulso,
eram cinco e meia da tarde. Olhou para os amigos e para Natalia e fez que sim
com a cabeça.
No meio do caminho os quatro
conversavam alegres, quando se aproximaram do Teatro Municipal de são Paulo
viram o transito parrar com o sinal do semáforo. Em frente ao teatro uma fumaça
se levantou em forma de cone, igual a um tornado, só que negro.
As pessoas olhavam para a fumaça,
assim que ela alcançou quase dois metros e meio de altura caiu gelada, tocando
os pés de Drake que estava a cem metros.
Ali no lugar da fumaça, de cabelos
escuros, aparência jovem, vestido de preto, com a varinha na mão. Sombra.
Olhava para Drake com raiva. Drake assim que viu o homem, sacou a varinha,
sendo seguido pelos amigos.
— Qual seu nome garoto?
— Por que pergunta.
Na voz de Drake havia desafio, não era
normal aquilo. O garoto parecia fumegar por dentro.
—Prazer. Me chamo Sombra. – Sombra
sabia que seria perigoso, o garoto tinha três amigos para lhe ajudar. – Mas
você já sabia disso, não.
— Sabia.
Foi tempo de Drake falar, no segundo
seguinte Sombra lançou um feitiço contra o garoto que revidou, mesmo em meio a
trouxas a batalha se desenrolou. A praça em frente ao teatro estava em guerra,
apenas alguns poucos curiosos que ainda estavam olhando a cena.
Sombra lançou um feitiço contra o
peito do garoto, e levantou a varinha em seguida invocando almas perturbadas
para o ajudar. E assim se fez. Fantasmas e pessoas de preto apareceram ao lado
de Sombra.
E como se fosse possível entre as
varinhas de Drake e Sombra fez-se um globo de luz que ligava os dois, a luz se
concentrou, todos pararam de lutar contra os adolescentes para ver. O globo
então explodiu.
Alguns vidros estouraram ao redor dos
dois primeiros quarteirões próximos ao teatro. Todos foram derrubados, os mais
próximos caíram no chão. Sombra aparatou enquanto Drake fora jogado contra os
vidros de um ônibus, e caiu no chão desacordado assim como a namorada e os
amigos, muita gente ao redor batera a cabeça com tanta força que desacordou.
Mais tarde naquela noite vampiros se
aproximaram do teatro, tinham saído do seu refugio próximos ao MASP, queriam o
sangue dos desacordados, queriam poder, em frente ao batalhão de vampiros vinha
Jó, um vampiro bem vestido, usava terno branco andava como que controlando os
outros, levantou a mão e todos saíram correndo para as presas.
Jó achegou-se a um garoto caído
próximo a um ônibus, olhou bem em seu rosto e se espantou.
— Patrícia, procure quem tem o cheiro
deste garoto, não deixe que os matem.
Patrícia, uma vampira baixinha e muito
bela saiu correndo avisando mais cinco colegas, em menos de um minuto estavam
lá, Drake, Natalia, Dakota e Siegahart. Um ao lado do outro, era como se Jó
soubesse de algo do futuro. Jó sabia. Senti que em breve não só os vampiros
seriam conhecidos pelo mundo, muito mais coisa seria revelada em menos de dois
anos.
— Tomem sangue de qualquer um menos
destes, aquele que tocar neles para machuca-los, sofrerá as piores
consequências.
Todos se assustaram com as palavras do
vampiro mestre e o acataram.
Vamos levar essa magia para as casas de acolhimento no Brasil inteiro!
http://www.facebook.com/groups/369047213171701/ acessem e participem!v
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