7.12.12

Décima Primeira Parte de UAM - A Queda do Segredo.


— O que o vampiro disse?
O taxista se assustou com o que Siegahart dissera.
— Motorista, por favor, leve-nos para o Rio de Janeiro. Rápido. – Drake deu um segundo para respirar e falou com firmeza. – Agora tudo vai piorar.
O motorista chegou próximo ao centro de São Paulo, estava numa das ruas mais movimentadas em frente a Praça da Sé, onde ficava uma igreja muito bela, quando o carro voou tombando. Girando no ar. Era cedo, mas lá estava em meio a fumaça de sempre. Sombra olhava o carro voar de lado, seu feitiço havia dado certo.
Dentro do carro Drake abraçou a namorada, Siegahart segurou o taxista pelo ombro, Dakota prendeu o namorado e Natalia pelo ombro, aparatou em seguida, deixando apenas o carro bater no prédio em frente a praça.
Os adolescentes desaparataram na praça, o motorista saiu correndo assim que foi solto por Siegahart.
— Garoto não fuja. Você sabe que não vai adiantar.
— Entao Sombra lute comigo. Não fuja desta vez.
Drake levantou a varinha e lançou um feitiço contra Sombra. O homem revidou. Siegahart foi então agarrado pelas costas por um dos ajudantes de Sombra. Natalia em seguida foi levada em meio a fumaça preta, Dakota derrubada por um feitiço muito poderoso e levada por uma outra fumaça preta. Um homem alto de cabelos escuros encaracolados longos, parecia ser francês. Saiu da igreja, que atrás dele caiu. Primeiro a parte da frente, e quando se tornou visível a cruz com a imagem de cristo ao fundo em meio ao pó, a parte de trás da igreja explodiu.
Mais uma vez entre Sombra e Drake formou-se uma bola de luz, um a um os seguidores do homem apareciam na praça, ajudando o mestre. Em seguida pareceu Pedro junto de mais dois bruxos. Eram Camila e Carlos os seus irmãos. Os dois ajudaram Drake assim que chegaram ao lado do garoto. Pedro levantou uma varinha que havia roubado de um dos cadáveres dos quais sorveu o sangue magico, e assim como os irmãos e Drake começou a batalhar pela vida do protegido.
Por todo lado pessoas que andavam paravam e levantavam as varinhas ao lado de Drake.
A bola de luz aumentava. O garoto sentia sua varinha vibrar na mão. Mas algo vibrava mais ainda. Era o relógio que seu pai lhe dera no momento de sua morte. Feito de ouro e pedra filosofal estava vibrando como se fosse vivo. Mais uma vez a magia estava girando em torno do rumo da historia mundial.
Natalia estava voando em meio a fumaça presa por braços de homem, ela se balançava vendo o que estava prestes a acontecer. Havia mais de cem bruxos de cada lado. Natalia soltou um de seus braços, balançou-o e deu um soco na barriga do homem que ela não sabia quem era. Ele o soltou eram dez metros de queda livre. A sua varinha na mão foi o que a salvou.
Dakota fez o mesmo que a amiga, ambas chegaram ao chão machucadas, mas não haviam morrido. Levantaram-se e foram ajudar Siegahart a se livrar. Natalia lançou um feitiço contra  o homem que prendia o amigo, Dakota lançou outro em seguida, o qual derrubou o homem, livrando Siegahart.
— Vamos ajudar o Drake.
Os três seguiram a ordem de Siegahart lançando feitiços contra Sombra. A bola de magia, que a cada segundo crescia, aumentava em tamanho e poder.
Foram necessários mais dois segundos. A bola estourou. A onda de poder se alastrou por quilômetros, mas o que mais implicou foi o muro que foi atingido a cem metros. Todos caiam pela cidade, prédios caiam novamente, era então ali que acabaria a vida de muitas pessoas.
O muro que foi atingido a cem metros se tornou visível aos moradores de São Paulo. Uma rachadura apareceu, brilhante, clara, espalhou-se pelo muro. As dimensões do que aconteceria não seriam medidas apenas no Brasil. Centímetro a centímetro a rachadura crescia. Meio minuto depois as rachaduras ganharam velocidade, rodearam o mundo.
Ali na Praça Sombra se levantou e Drake em seguida também se levantou. Do pulso do garoto sobre o relógio havia uma luz dourada, fazia com que o garoto se sentisse mais forte. Sombra lançou outro feitiço contra o garoto, mas desta vez mirando o relógio.
Por pouco o homem acertou. Outra explosão. Do relógio saiu uma bolinha de luz dourada, que se dividiu em duas, uma viajou em direção a Sombra, outra em direção a Drake. Afinal o que havia ali no relógio se mostrara forte o suficiente para alimentar dois bruxos.
O muro ainda estava trincando. No Chile atravessava a Cordilheira dos Andes, em direção ao sul. No Brasil cortava o país em cinco, atravessava o oceano rumo a Europa, a agua ao redor da parede de cristal estava iluminada, a rachadura então chegou à África. Em minutos dividiu o continente, chegou ao Egito, separando as pirâmides de Gizé, passando sobre a do meio.
Na Europa, viu-se o muro passar ao lado da Torre Eiffel. Em Londres o parlamento inglês estava vendo o rio ser cortado em dois, e a Rainha via a sala do trono dentro do Palácio de Buckingham, separando o trono do rei e da rainha. Na Grécia o Monte Olimpo estava sendo tomado pelas rachaduras.
Seguindo seu rumo chegou a Chernobyl passando sobre a usina nuclear ainda destruída. Passando pela Rússia, o muro cortou o país, e se ramificou para baixo. Chegou a china, passou pelo país assustando pessoas por todo canto. Passando sobre o meio da Grande Muralha da China. Na Índia o muro cortava os centros populacionais, e passava sobre grandes palácios fazendo varias pessoas rezarem a seus deuses.
Nos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade ficou de cara com o muro, que passava dos vinte quilômetros de altura. O muro ainda corria, Hollywood fora transpassada, teve o Teatro Chinês dividido. Fato que era visto ao redor do país.
Paula estava impaciente, estava à meia hora esperando para poder sair da ponte, já estava quase no meio. Mas ninguém andava. Ela decidiu descer do carro para ver o que estava acontecendo. Para sua surpresa havia rachaduras vindas dos dois lados da ponte. Parecia que iam se tocar sobre a ponte.
Paula se assustou, mas já estava quase no meio da ponte, mesmo que saísse correndo não daria tempo. Mas mesmo sabendo da chance de dar errado ela tentou. Enquanto as pessoas paravam para ver as luzes no ar, Paula corria para fora da ponte, trombou com varias pessoas. As luzes corriam para o centro da ponte. Faltavam apenas dez metros para Paula, que já estava ofegante. Para as luzes faltavam apenas dois.
Paula tocou o chão fora da ponte. E as luzes se tocaram.
Ao redor do mundo tudo as luzes se apagaram, em seguida se acenderam rapidamente. Iluminando centenas de quilômetros ao seu redor.
Nas estações espaciais de todas as nações ao redor do globo viram-se as luzes correrem o mundo, quando elas iluminaram o planeta como uma bola de fogo.
Os muros de cristal caiam sobre o planeta, destruiu a Torre Eiffel, o Coliseu, Estatua da Liberdade.
Paula ainda não tinha olhado para o muro. Mas assim que a luz chegou a seu corpo, foi como se a luz fosse material. A empurrou para longe, deixando-a caída no chão, junto a muitas outras pessoas.
Sobre o Monte Everest, a luz havia tocado seu cume fazia poucos minutos. Sobre toda a cadeia de montanhas do Himalaia viu-se a luz tocar as faces das montanhas. Ao fim da luz, a montanha se dividiu em duas, seus pedaços caiam sobre seu centro, donde saia lava vulcânica.
No Brasil, o Cristo Redentor fora destruído quando o Pão de Açúcar se levantou. O muro que dividia o mundo magico do mundo “normal”. Com isso o titã se levantou, foram centenas de mortes.
João se assustou, perdeu dois amigos, que estavam sobre os braços do gigante. Sua casa por pouco não havia sido levada. Camila assim que soube do titã acordado aparatou para a casa da mãe.
O monstro de mais de dois mil metros de altura assustou a todos. Não ficou muito tempo pelo Brasil, aproveitou os restos de muro que ainda estavam sobre o mar, formando uma passarela que unia os continentes. Foi andando para a África. Iria acordar seu irmão. O titã de vento. Seguiria para Europa e acordaria o seu irmão de água, e por fim iriam para a China, acordariam o titã de fogo, para juntos completarem a missão de suas vidas.
Acordariam Gaia.