— O que o vampiro disse?
O taxista se assustou com o que
Siegahart dissera.
— Motorista, por favor, leve-nos para
o Rio de Janeiro. Rápido. – Drake deu um segundo para respirar e falou com
firmeza. – Agora tudo vai piorar.
O motorista chegou próximo ao centro
de São Paulo, estava numa das ruas mais movimentadas em frente a Praça da Sé,
onde ficava uma igreja muito bela, quando o carro voou tombando. Girando no ar.
Era cedo, mas lá estava em meio a fumaça de sempre. Sombra olhava o carro voar
de lado, seu feitiço havia dado certo.
Dentro do carro Drake abraçou a
namorada, Siegahart segurou o taxista pelo ombro, Dakota prendeu o namorado e
Natalia pelo ombro, aparatou em seguida, deixando apenas o carro bater no
prédio em frente a praça.
Os adolescentes desaparataram na
praça, o motorista saiu correndo assim que foi solto por Siegahart.
— Garoto não fuja. Você sabe que não
vai adiantar.
— Entao Sombra lute comigo. Não fuja
desta vez.
Drake levantou a varinha e lançou um
feitiço contra Sombra. O homem revidou. Siegahart foi então agarrado pelas
costas por um dos ajudantes de Sombra. Natalia em seguida foi levada em meio a
fumaça preta, Dakota derrubada por um feitiço muito poderoso e levada por uma
outra fumaça preta. Um homem alto de cabelos escuros encaracolados longos,
parecia ser francês. Saiu da igreja, que atrás dele caiu. Primeiro a parte da
frente, e quando se tornou visível a cruz com a imagem de cristo ao fundo em
meio ao pó, a parte de trás da igreja explodiu.
Mais uma vez entre Sombra e Drake
formou-se uma bola de luz, um a um os seguidores do homem apareciam na praça,
ajudando o mestre. Em seguida pareceu Pedro junto de mais dois bruxos. Eram Camila
e Carlos os seus irmãos. Os dois ajudaram Drake assim que chegaram ao lado do
garoto. Pedro levantou uma varinha que havia roubado de um dos cadáveres dos
quais sorveu o sangue magico, e assim como os irmãos e Drake começou a batalhar
pela vida do protegido.
Por todo lado pessoas que andavam
paravam e levantavam as varinhas ao lado de Drake.
A bola de luz aumentava. O garoto
sentia sua varinha vibrar na mão. Mas algo vibrava mais ainda. Era o relógio
que seu pai lhe dera no momento de sua morte. Feito de ouro e pedra filosofal
estava vibrando como se fosse vivo. Mais uma vez a magia estava girando em
torno do rumo da historia mundial.
Natalia estava voando em meio a fumaça
presa por braços de homem, ela se balançava vendo o que estava prestes a
acontecer. Havia mais de cem bruxos de cada lado. Natalia soltou um de seus
braços, balançou-o e deu um soco na barriga do homem que ela não sabia quem
era. Ele o soltou eram dez metros de queda livre. A sua varinha na mão foi o
que a salvou.
Dakota fez o mesmo que a amiga, ambas
chegaram ao chão machucadas, mas não haviam morrido. Levantaram-se e foram
ajudar Siegahart a se livrar. Natalia lançou um feitiço contra o homem que prendia o amigo, Dakota lançou
outro em seguida, o qual derrubou o homem, livrando Siegahart.
— Vamos ajudar o Drake.
Os três seguiram a ordem de Siegahart
lançando feitiços contra Sombra. A bola de magia, que a cada segundo crescia,
aumentava em tamanho e poder.
Foram necessários mais dois segundos.
A bola estourou. A onda de poder se alastrou por quilômetros, mas o que mais
implicou foi o muro que foi atingido a cem metros. Todos caiam pela cidade,
prédios caiam novamente, era então ali que acabaria a vida de muitas pessoas.
O muro que foi atingido a cem metros
se tornou visível aos moradores de São Paulo. Uma rachadura apareceu,
brilhante, clara, espalhou-se pelo muro. As dimensões do que aconteceria não
seriam medidas apenas no Brasil. Centímetro a centímetro a rachadura crescia.
Meio minuto depois as rachaduras ganharam velocidade, rodearam o mundo.
Ali na Praça Sombra se levantou e Drake
em seguida também se levantou. Do pulso do garoto sobre o relógio havia uma luz
dourada, fazia com que o garoto se sentisse mais forte. Sombra lançou outro
feitiço contra o garoto, mas desta vez mirando o relógio.
Por pouco o homem acertou. Outra
explosão. Do relógio saiu uma bolinha de luz dourada, que se dividiu em duas,
uma viajou em direção a Sombra, outra em direção a Drake. Afinal o que havia
ali no relógio se mostrara forte o suficiente para alimentar dois bruxos.
O muro ainda estava trincando. No
Chile atravessava a Cordilheira dos Andes, em direção ao sul. No Brasil cortava
o país em cinco, atravessava o oceano rumo a Europa, a agua ao redor da parede
de cristal estava iluminada, a rachadura então chegou à África. Em minutos
dividiu o continente, chegou ao Egito, separando as pirâmides de Gizé, passando
sobre a do meio.
Na Europa, viu-se o muro passar ao
lado da Torre Eiffel. Em Londres o parlamento inglês estava vendo o rio ser cortado
em dois, e a Rainha via a sala do trono dentro do Palácio de Buckingham,
separando o trono do rei e da rainha. Na Grécia o Monte Olimpo estava sendo
tomado pelas rachaduras.
Seguindo seu rumo chegou a Chernobyl
passando sobre a usina nuclear ainda destruída. Passando pela Rússia, o muro
cortou o país, e se ramificou para baixo. Chegou a china, passou pelo país
assustando pessoas por todo canto. Passando sobre o meio da Grande Muralha da
China. Na Índia o muro cortava os centros populacionais, e passava sobre
grandes palácios fazendo varias pessoas rezarem a seus deuses.
Nos Estados Unidos, a Estátua da
Liberdade ficou de cara com o muro, que passava dos vinte quilômetros de
altura. O muro ainda corria, Hollywood fora transpassada, teve o Teatro Chinês
dividido. Fato que era visto ao redor do país.
Paula estava impaciente, estava à meia
hora esperando para poder sair da ponte, já estava quase no meio. Mas ninguém
andava. Ela decidiu descer do carro para ver o que estava acontecendo. Para sua
surpresa havia rachaduras vindas dos dois lados da ponte. Parecia que iam se
tocar sobre a ponte.
Paula se assustou, mas já estava quase
no meio da ponte, mesmo que saísse correndo não daria tempo. Mas mesmo sabendo
da chance de dar errado ela tentou. Enquanto as pessoas paravam para ver as
luzes no ar, Paula corria para fora da ponte, trombou com varias pessoas. As
luzes corriam para o centro da ponte. Faltavam apenas dez metros para Paula,
que já estava ofegante. Para as luzes faltavam apenas dois.
Paula tocou o chão fora da ponte. E as
luzes se tocaram.
Ao redor do mundo tudo as luzes se
apagaram, em seguida se acenderam rapidamente. Iluminando centenas de
quilômetros ao seu redor.
Nas estações espaciais de todas as
nações ao redor do globo viram-se as luzes correrem o mundo, quando elas
iluminaram o planeta como uma bola de fogo.
Os muros de cristal caiam sobre o
planeta, destruiu a Torre Eiffel, o Coliseu, Estatua da Liberdade.
Paula ainda não tinha olhado para o
muro. Mas assim que a luz chegou a seu corpo, foi como se a luz fosse material.
A empurrou para longe, deixando-a caída no chão, junto a muitas outras pessoas.
Sobre o Monte Everest, a luz havia
tocado seu cume fazia poucos minutos. Sobre toda a cadeia de montanhas do
Himalaia viu-se a luz tocar as faces das montanhas. Ao fim da luz, a montanha
se dividiu em duas, seus pedaços caiam sobre seu centro, donde saia lava
vulcânica.
No Brasil, o Cristo Redentor fora
destruído quando o Pão de Açúcar se levantou. O muro que dividia o mundo magico
do mundo “normal”. Com isso o titã se levantou, foram centenas de mortes.
João se assustou, perdeu dois amigos,
que estavam sobre os braços do gigante. Sua casa por pouco não havia sido
levada. Camila assim que soube do titã acordado aparatou para a casa da mãe.
O monstro de mais de dois mil metros
de altura assustou a todos. Não ficou muito tempo pelo Brasil, aproveitou os
restos de muro que ainda estavam sobre o mar, formando uma passarela que unia
os continentes. Foi andando para a África. Iria acordar seu irmão. O titã de
vento. Seguiria para Europa e acordaria o seu irmão de água, e por fim iriam
para a China, acordariam o titã de fogo, para juntos completarem a missão de
suas vidas.
Acordariam Gaia.