20.11.12

Duas Semanas sem Postar a Partir de Hoje.


É uma pequena questão de falta do que postar. Tudo o que já foi postado no site é o que foi criado (ou quase), trata-se de necessidade de criar. Estou a mais de três semanas sem escrever nada pra poder dar continuidade, e mesmo com meus dedos enfaixados e tempo sobrando, falta o essencial para escrever. Falta Inspiração!
É claro que em breve haverá mais para se ler, mas o tempo estipulado de duas semanas serve para que não fique sem nada pra postar.

Agradeço a compreensão dos leitores.
J.RocHa - Escritor de UMA Aventura Mágica e CEO da J.RocHa Arts & Works



PS: Meus amigos leitores. Agradeço a visita de todos ao site. É muito gratificante você ver que no fim da semana seus views no blog cresceram mais de 50 views por dia!
Aos estrangeiros (os que não estão no Brasil), muito obrigado por terem vontade de ler um pouco, gostaria de conhecer a todos,para isso peço que entrem em contato comigo, em Inglês (exceto os Portugueses), pela nossa pagina de Contato. Muito obrigado a todos sem exceção. Todos que enviarem mensagens coloquem na frente do seu nome um UAM só de letras maiúsculas, assim vou responder o mais breve o possível.
J.RocHa

19.11.12

Décima Parte de UAM - O Começo da Guerra.

Pedro descansava lendo uma revista de curiosidades enquanto Drake, Natalia, Dakota e Siegahart dormiam. O vampiro via as jugulares pulsantes e se continha, devia seguir as ordens de Jó, não podia se quer pensar em se alimentar daqueles ali. Então voltou a leitura, olhou o relógio, faltavam alguns minutos para as sete da manhã.
Pedro pegou o telefone e chamou o serviço de quarto e pediu o café dos quatro. E ficou esperando. Pouco mais de trinta minutos depois pegou a carteira de Drake e retirou vinte reais. Abriu a porta e recebeu o café dos amigos, e deu os vinte reais para a camareira.
— Bom dia Pedro.
O vampiro olhou pra trás quando fechou a porta, com um olhar de felicidade olhou para Dakota.
—Bom dia. Dormiu bem?
—Sim.
— Eu pedi o café, e acabou de chegar. Acorde os outros, nos precisamos ir para outro lugar.
Dakota comia um pão, e deu conta de acordar os outros enquanto Pedro arrumava as malas que mal haviam sido mexidas.
Uma a um os bruxinhos acordaram, parecia que em breve tudo iria piorar. Todos tomaram o café, se prepararam para sair. Nenhum deles trocou de roupa, e assim que terminaram desceram para fazerem o check-out do hotel.
— Para onde nos vamos?
—Rio de Janeiro, minha irmã mora lá. Ela é uma bruxa, ela pode ajudar a vocês.
—Vamos então. Siegahart, você pode, por favor, levar as malas pra um taxi lá fora. Dakota vai junto com ele, coloque alguns feitiços no carro pra não sermos rastreados. Natalia e Pedro vejam se não falta nada pra gente levar. É importante que a gente não se esqueça de nada que possam usar para nos rastrear, com certeza o Sombra vai usar Farejadores.
— Existem farejadores aqui no Brasil?
— Esta brincando Natalia. Você acha que o Drake iria falar isso sem motivos? Os Farejadores estão por todo o mundo.
Os quatro saíram correndo para fazerem o que lhes foi mandado e logo em seguida Drake começou a fazer o pagamento.
Foram apenas três segundos após o garoto se encostar no balcão. Ele viu pelos vidros as costas das atendentes um feitiço ser lançado contra o hotel. Vidros voaram por todo lado, os computadores da recepção foram destruídos. O balcão de mármore quebrou-se, caindo sobre as pernas de Drake. Por sorte a pedra era fina e não machucou o garoto.
Dakota entrou rapidamente e ajudou Drake, Natalia e Pedro desceram aparatando de volta ao saguão em menos de um minuto mais dois bruxos, assim com o que estava fora do hotel entraram e começaram a lançar feitiços contra Drake. Parecia que Sombra sabia onde o garoto estava.
— Drake, pega a Natalia, entra no taxi com a Dakota e o Siegahart, vocês tem que ir pro Rio de Janeiro, pra capital. Corre! Eu acho vocês lá.
O vampiro disse aquilo e saltou sobre os homens de preto. O sangue desceu por sua garganta, quente, saboroso, poderoso, havia magica poderosa naquele sangue, havia vida, era sangue de bruxos puros, por isso era mais poderoso ainda. Cada gole deixava Pedro mais do que forte, ele sentia descer por sua garganta e tomar cada uma de suas células, a magia dos dois homens fortificava o vampiro.

15.11.12

Nona Parte de UAM - João.


João um garoto de pouco mais de nove anos de idade brincava na rua de casa, morava no Morro do Alemão com sua mãe. Ate aquele momento todos os seus três irmãos tinham virado seres mágicos. Camila e Carlos eram bruxos, Pedro um vampiro e só João que era normal ainda. Para ele era legal ver os irmãos voarem de vassoura quando os visitava.
A casa de João era simples tinha apenas dois cômodos, cozinha e quarto, que dividia espaço com a sala. O banheiro era pequeno, não tinha requintes, ficava ao lado da cozinha.
João era moreno, tinha a pele clara. O único que não puxara ao pai, um bruxo nascido em Portugal, que viera para o Brasil no final dos anos oitenta junto a um grupo de estudiosos, se apaixonara por Maria a mãe de João, com quem tivera seus quatro filhos. E os deixara quando viajou para a Inglaterra para ajudar os amigos de escola quando lutou na Batalha de Hogwarts. Não teve muito o que deixar para os filhos, apenas deixou uns duzentos galeões no banco, que foram dados aos filhos para comprarem as coisas da escola, a qual apenas Camila frequentou.
— João, vem cá.
A voz doce de Camila atraiu o garoto para a casa da mãe, lá dentro estavam Camila e Carlos, ambos conversando com a mãe.
— Fala Mila.
— João, você ainda não tem nenhum poder?
O garoto baixou a cabeça e fez que não.
— Tudo bem, pode ir brincar.
O garoto saiu correndo. Camila olhou para a mãe, uma mulher de quarenta anos ou mais, vestida com uma regata e um shorts, coisa comum no clima tropical brasileiro.
— Mãe, eu estou preocupada com o João, só ele que ainda não apresentou poderes.
— Minina, num era nem procês terem poder, era pra vocês serem normais. Que nem eu e seu irmão.
Carlos olhou para a mãe chateado. O homem de barba por fazer vestido para o trabalho numa loja no centro do Rio se assustou com o que a mãe dissera.
— A senhora acha que a gente é anormal mãe?
— Num foi o que eu disse.
—Mas foi o que eu entendi. Parece que a senhora nem gosta da gente.
—Carlinhos, olha bem como você fala com a mãe, ela ta certa de achar isso estranho. Ela nem sabia do pai ser um bruxo ate eu entrar na escola.
O clima dentro da casa ficou tenso.
— Bom eu vou indo trabalhar, não posso me atrasar.
— Tchau meu filho. Se cuida.
— Tchau mãe. Tchau Mila.
— Tchau Carlinhos.
Assim que Carlos foi embora Camila se levantou e pegou sua bolsa de couro bege.
— Mãe, o Pedro ta vindo pro Rio, ele estava trabalhando em São Paulo, ele chega aqui daqui a mais ou menos uma semana.
— Ta bem minha filha.
— Eu vou indo, também tenho que trabalhar.
Mãe e filha se abraçaram, Camila tinha medo de perder a mãe e os irmãos, por isso os protegia com a vida, sabia que ela a melhor preparada para qualquer coisa.

12.11.12

Oitava Parte de UAM - A Fuga/Sequestro.

Natalia abriu os olhos e não sabia bem onde estava, olhou para os lados, estava junto dos amigos. Se aliviou, não teria que procura-los. Quando se levantou viu um garoto que parecia ter sua idade próximo ao pescoço de uma mulher.
— Garoto, por favor, o que aconteceu?
O menino levantou os olhos, sua boca estava suja de sangue, Natalia que havia se levantado assustou-se, o garoto também. Ele limpou a boca e se aproximou dizendo:
— Calma, eu não vou e nem posso machucar vocês.
— O que você é?
—Tem certeza que não sabe menina?
Natalia arregalou os olhos ao ver as presas do vampiro.
—Meu nome é Pedro, e o seu é?
—Natalia. – a garota estendeu a mão para poder cumprimentar o vampiro que antes havia estendido a própria mão. – O que aconteceu?
— Muita coisa, em pouco tempo. O que importa é, seu amiguinho ai, o loirinho – Pedro apontava para Drake quando falou. – ele fez esse estrago.
— O Drake?
— Se esse é o nome dele, sim.
Natalia acordou o namorado e em seguida Dakota e Siegahart, os três foram amparados por Pedro.
— Pedro, um vampiro brasileiro?
—Sim Drake, não o único.
— Não me leve a mal, mas vocês são bem conhecidos ao redor do mundo.
Pedro riu.
–Menino, nos somos muitos ao redor do planeta, eu sou filho de estrangeiros, não tenho as mesmas limitações que os brasileiros. Seres atrasados se comparar com meus pais americanos.
Os quatro se assustaram.
— Se quiserem eu posso lhes ajudar com os próximos dias.
— Por favor, Drake, eu sou seu amigo, e sei que você não vai recusar.
— Tá bem, mas tente não nos matar.
—Tentarei.
O vampiro sorriu como que com segundas intenções, e foi andando, sendo seguido pelo quarteto de amigos.
— Em que hotel estão?
— IBI. Você sabe onde fica?
— Sei sim.
Pedro foi andando sem parar por quase vinte quadras, enfim chegaram ao hotel, os cinco subiram ate o quarto de Drake. Natalia e Dakota preparavam panos para limpar três cortes que foram feitos na cabeça de Drake. Todos estavam apreensivos com o fato de haver um vampiro o quarto, mas o sono foi mais forte, todos dormiram em trinta minutos.
•••••
Sombra olhava as pessoas andarem de cima de um prédio em São Paulo, o tempo todo seguiu os vampiros, e se esqueceu de Drake, não se atreveria a entrar no lar dos vampiros. Tinha medo destas criaturas, mesmo admirando-as por absorverem os poderes e virtudes de sua presa. Sombra começara a traçar um plano, que em breve iria começar a entrar em pratica.

9.11.12

Sétima Parte de UAM - Da Chegada, a Batalha.


Drake vestia um paletó preto com jeans escuro como sempre, e uma camisa branca por baixo, enquanto estava abraçado a Natalia, que usava um moletom azul escuro de Drake e um jeans azul claro discreto como sempre devia ser para a garota que dormia ao lado de Dakota, que também fora abraçada por seu namorado, que vestia uma camisa justa preta e jeans cinza.
— Elas vão acordar quando?
Siegahart olhava pela janela e via a cidade cinza ao seu redor, e ficava pensando se passariam pelas marginais do Tietê e veriam o pequeno estrago feito a cerca de um ano.
— Motorista. Você poderia nos levar para a marginal do Tietê antes de irmos para o hotel?
O motorista do taxi olhou assustado para o rosto de Drake, pois aquele lugar era totalmente proibido para quem não quisesse morrer sem sangue em seu corpo, mas ao ver o garoto pegar mais duas notas de cem reais do bolso do paletó se esqueceu do fato de já ser mais de oito e meia, e que os vampiros já estivessem acordados.
Ao chegarem em frente ao bloco de gelo formado em São Paulo, Drake desceu do taxi pegou seu celular e ligou para o hotel enquanto Siegahart acordava Natalia e Dakota. Desligou e foi conversar com o motorista.
— Você pode me fazer um favor?
O motorista olhou para o garoto assustado pensando se ele queria ficar ali em frente à morte, mas mesmo assim acenou positivamente.
— Quero que você leve nossas malas pro Hotel IBI, deixe-as lá, o gerente já foi avisado de que elas chegarão mais cedo que nos. Quanto saiu a corrida?
— Cento e quinze reais.
— Ótimo, não faça perguntas, apenas leve as malas pro hotel – Drake retirou do paletó cinco notas de cem reais novinhas, todas com aparência de nunca terem sido usadas – e fique com o troco pra você.
O homem esperou que todos os passageiros misteriosos descessem, e arrancou a quase oitenta quilômetros por hora dali, em direção ao Hotel IBI, o qual conhecia apenas por ser grande e caríssimo demais para ele poder pagar com seu salário de taxista em um mês.
— O que a gente ta fazendo aqui?
Perguntou Natalia
— É mesmo Drake, você não conhece nenhum lugar melhor para nos irmos? Por exemplo, um lugar com luz, ou talvez com menos chances de nos sermos mortos?
O garoto riu dos amigos, e continuou a observá-los por mais dois ou três segundos antes de falar.
—Não teria graça se nos fossemos para um barzinho ou algo parecido. É nosso primeiro dia no Brasil, e acho que diversão não comum é apropriada para estrangeiros.
Natalia se indignou visivelmente com Drake, mas não falou nada para o namorado, que puxou a varinha de dentro do paletó, estendeu-a chacoalhando para que ela acendesse. E assim se fez. Drake andava para o bloco conhecido por O Lar, lugar onde um ano antes muitas pessoas teriam morrido, e outras tantas se levantaram para a escuridão.
— Drake Oliveira Bell, se você entrar ai, nunca mais pense em olhar na minha cara!
Drake se virou para Natalia, e sorriu, o rosto da garota expressava certa raiva pelo namorado, mas ela também sentia que em breve aqueles que habitavam as sombras D’O Lar iriam ajudar os bruxos vindos de Phlywood.


Sombra olhava para os lados, seu banho sob o luar de Phlywood estava chegando ao ultimo dia antes de seu retorno triunfal ao mundo.
— Senhor.
Antoin se aproximou de Sombra assustado, viu que o mestre não gostara da interrupção.
— Fale Antoin, o que será tão importante que deve interromper meu momento de descanso?
Sombra se virou invocando do chão seu manto negro, que circundou seu corpo fazendo com que suas roupas novamente cobrissem seu corpo.
— Os outros me informaram que a família de Zatch ainda persiste.
— Como assim? Não vá me dizer que o desgraçado deixou uma criança no mundo.
— Uma criança não, um rapaz. Mas ele não sabe que o senhor já esta acordado.
— Certifique-se que assim ele continuará. Pois se ele souber, pode ser meu fim, e seu também.
— Sim mestre.


Eram pouco mais de nove da manhã quando Drake e Natalia desceram com Dakota e Siegahart todos bem vestidos, mas com roupas simples e adequadas para o clima tropical do país. Os garotos usavam shorts jeans escuro e tênis novos pretos, Drake de camisa polo azul clara da Calvin Klein, Siegahart usava uma camisa vermelha de gola ‘U’, ao lado das garotas que usavam vestidos florais, Natalia de rosa, e Dakota de amarelo, ambas de cabelo preso, o que diferenciava os vestidos além da cor era o comprimento, o de Natalia era um pouco mais longo que o de Dakota.
Os quatro jovens desceram para o restaurante atraindo os olhares de todos, não por serem relativamente ricos em comparação aos outros, mas sim pelas risadas que o pequeno grupo dava fazendo com que uma mulher, vestida com roupas alegres sentada com uma garotinha, ambas vestiam roupas cor-de-rosa, olhasse para eles como se fosse mordê-los, o que Drake mesmo percebendo não estranhou, pois ali eles afinal que eram muito diferentes.
Natalia se aproximou de um garçom perguntando-lhe onde poderiam se sentar, o garçom os levou até uma mesa próxima a janela, muito reservada, mas mesmo assim uma das melhores do restaurante.
— Para onde nos vamos hoje Drake?
O garoto pegou seu iPhone, desbloqueou a tela, e assim que a agenda abriu, foi procurar o que fariam no dia.
— Vamos para a Rua Vinte e Cinco de Março, conhecer um pouco do centro de São Paulo.
— Ainda bem que você não quer ir visitar os vampiros!
Os quatro riram do comentário de Siegahart, logo em seguida lhes foi entregue o cardápio.


A rua era movimentada, muito mais do que o normal para o que eles conheciam das ruas de comercio de Phlywood. Era um lugar alegre, os quatros se divertiam. Só pararam para almoçar.
— Que tal nós irmos para a outra cidade amor?
Drake olhou para o relógio no pulso, eram cinco e meia da tarde. Olhou para os amigos e para Natalia e fez que sim com a cabeça.
No meio do caminho os quatro conversavam alegres, quando se aproximaram do Teatro Municipal de são Paulo viram o transito parrar com o sinal do semáforo. Em frente ao teatro uma fumaça se levantou em forma de cone, igual a um tornado, só que negro.
As pessoas olhavam para a fumaça, assim que ela alcançou quase dois metros e meio de altura caiu gelada, tocando os pés de Drake que estava a cem metros.
Ali no lugar da fumaça, de cabelos escuros, aparência jovem, vestido de preto, com a varinha na mão. Sombra. Olhava para Drake com raiva. Drake assim que viu o homem, sacou a varinha, sendo seguido pelos amigos.
— Qual seu nome garoto?
— Por que pergunta.
Na voz de Drake havia desafio, não era normal aquilo. O garoto parecia fumegar por dentro.
—Prazer. Me chamo Sombra. – Sombra sabia que seria perigoso, o garoto tinha três amigos para lhe ajudar. – Mas você já sabia disso, não.
— Sabia.
Foi tempo de Drake falar, no segundo seguinte Sombra lançou um feitiço contra o garoto que revidou, mesmo em meio a trouxas a batalha se desenrolou. A praça em frente ao teatro estava em guerra, apenas alguns poucos curiosos que ainda estavam olhando a cena.
Sombra lançou um feitiço contra o peito do garoto, e levantou a varinha em seguida invocando almas perturbadas para o ajudar. E assim se fez. Fantasmas e pessoas de preto apareceram ao lado de Sombra.
E como se fosse possível entre as varinhas de Drake e Sombra fez-se um globo de luz que ligava os dois, a luz se concentrou, todos pararam de lutar contra os adolescentes para ver. O globo então explodiu.
Alguns vidros estouraram ao redor dos dois primeiros quarteirões próximos ao teatro. Todos foram derrubados, os mais próximos caíram no chão. Sombra aparatou enquanto Drake fora jogado contra os vidros de um ônibus, e caiu no chão desacordado assim como a namorada e os amigos, muita gente ao redor batera a cabeça com tanta força que desacordou.


Mais tarde naquela noite vampiros se aproximaram do teatro, tinham saído do seu refugio próximos ao MASP, queriam o sangue dos desacordados, queriam poder, em frente ao batalhão de vampiros vinha Jó, um vampiro bem vestido, usava terno branco andava como que controlando os outros, levantou a mão e todos saíram correndo para as presas.
Jó achegou-se a um garoto caído próximo a um ônibus, olhou bem em seu rosto e se espantou.
— Patrícia, procure quem tem o cheiro deste garoto, não deixe que os matem.
Patrícia, uma vampira baixinha e muito bela saiu correndo avisando mais cinco colegas, em menos de um minuto estavam lá, Drake, Natalia, Dakota e Siegahart. Um ao lado do outro, era como se Jó soubesse de algo do futuro. Jó sabia. Senti que em breve não só os vampiros seriam conhecidos pelo mundo, muito mais coisa seria revelada em menos de dois anos.
— Tomem sangue de qualquer um menos destes, aquele que tocar neles para machuca-los, sofrerá as piores consequências.

Todos se assustaram com as palavras do vampiro mestre e o acataram.

Vamos levar essa magia para as casas de acolhimento no Brasil inteiro!
http://www.facebook.com/groups/369047213171701/ acessem e participem!v

8.11.12

Sexta Parte de UAM - Um Amanhecer Depois.


Drake acordou com um pouco de dor nas costas por dormir no sofá da sala de TV, abraçado a Natalia, ele era pura felicidade. Olhou para os lados pegou o controle remoto e ligou a televisão, e viu em um canal brasileiro uma noticia que era muito comentado por varias partes do mundo, na cidade de São Paulo, o túnel Airton Senna havia desmoronado durante a noite, destruído por alguns vampiros por volta da meia-noite fazendo com que o lago do Ibirapuera que se localizava acima do túnel, secasse deixando todo seu conteúdo pelas ruas de São Paulo. Drake riu pensando que no Brasil, a população de vampiros era muito pouco discreta, que mesmo após os sete vampiros do Rio D’Ouro terem feito tanta bagunça e chamarem a atenção do mundo para aquele país tão sem graça, que nunca havia feito diferença para todo o mundo bruxo em geral, agora em pouco mais que um ano e meio, já havia feito parte da historia mundial cerca de dez vezes ou mais, o garoto ria discretamente sem acordar Natalia de seu transe quase que imóvel em seus braços.
Siegahart entrou pela porta da sala de TV, sem fazer barulho, e com um aceno de mão chamou a atenção do amigo, que desligou o aparelho e foi se retirando do sofá, deixando Natalia ali, esperando por seus braços.
Siegahart, ainda vestia a camisa que usou para dormir, e estava sem calça, apenas de cueca, algo que era muito comum Drake ver nos últimos dias que haviam passado, nos quais seus amigos vieram moram com ele.
— Que foi? – perguntou Drake.
— Vocês dormiram ai?
— Sim, por quê?
— Por nada, eu só queria saber se você quer alguma coisa da padaria, eu e a Dakota estamos indo para la comprar pão e leite, e antes de ir eu pensei em te perguntar, ai eu ouvi a TV ligada, e fui te procurar lá.
— Não sei, acho que um bolo, ou alguma coisa mais diferente do normal.
— Tudo bem.
Siegahart entrou no antigo escritório, que agora era seu quarto e de Dakota, e logo antes de entrar de volta a sala de TV para acordar Natalia, viu Dakota sair. A garota o chamou para perto antes que ele entrasse.
— Bom dia Drake. – disse Dakota dando um beijo no rosto do garoto. – O Siegahart já te perguntou, se você queria alguma coisa?
— Já. Por quê? Vocês brigaram?
— Só discutimos um pouco, mas como você sabe?
— Seus olhos estão um pouco inchados. E eu ouvi hoje de manhã vocês e acordei.
— Ele ta pensando em fazer merda de novo com nossa amizade, quer ir embora de Phlywood, deixar a maior parte da magia para trás, e começar uma vida sem Sombra.
— As vezes ate eu penso em ir embora, mas algo me mantém aqui em Phlywood, algo que eu nem imagino o que é.
Naquele instante Natalia abriu a porta e viu o namorado e Dakota conversando do outro lado da pequena salinha, que dava acesso aos quartos e a sala de TV.
— Bom dia pra vocês.
Dakota e Drake se viraram, o garoto andou em direção a namorada e a beijou discretamente.
— Bom dia minha linda.
— Bom dia Natalia.
Natalia sorriu, para o namorado, e pensou ate em levá-lo para seu quarto, mas por força da educação a Dakota, não o fez.


Os quatro estavam sentados à mesa de vidro da sala de jantar, e tomavam café da manha, sobre a mesa estava um bolo de chocolate, mel, frutas vermelhas, leite, bolachas de todo tipo e chocolates em um pote. Os amigos conversavam sobre o halloween que se aproximava, e sobre a festa que a família de Drake sempre dava para os moradores da rua, que dessa vez não aconteceria.
Drake se levantou, foi ate a cadeira onde se encontrava Natalia e fez menção para que ela se levantasse. Natalia o fez, indo com uma expressão de questionamento.
Siegahart e Dakota ficaram na mesa olhando Drake e Natalia indo ate a cozinha, que era separada da mesa de jantar apenas por um balcão. Drake e Natalia conversavam, e num súbito momento, se beijaram.
Passados alguns dias Drake e Natalia convenceram Siegahart e Dakota a visitarem o Brasil com os amigos, seria divertido ver o que as crias dos vampiros do Rio D’Ouro fizeram, e quem sabe conhecer a cidade onde um dos maiores eventos da historia bruxa acontecera.
— Pra que cidade nos estamos indo?
— São Paulo. Mas é temporário, nos vamos depois pra uma cidade do interior.

2.11.12

Quinta Parte de UAM (Especial) - Sombra.


Sombra deixou o pequeno bosque as suas costas, um lugar que ficava a beira de uma rodovia tortuosa, na qual sempre era possível se ver alguns unicórnios e vez ou outra alguns relinchantes, que eram nativos daquela região de Argonia. Uma rodovia pouco movimentada naquele horário próximo a meia-noite, mas mesmo assim não estava deserta.
— Antoin, venha aqui.
Antoin, um homem alto, francês de cabelos negros e encaracolados longos, se aproximou de Sombra, que logo se virou para o homem que tremia de cima a baixo, com medo dos acontecimentos dos últimos dias e sua vida.
— Vê aquele ponto luminoso a cerca de setenta quilômetros? – perguntou Sombra.
— Vejo sim senhor, por quê?
— É Acordia, que se prepara para o halloween. Prepara se para o dia em que nos vamos destruir o resto de Phlywood, e conquistaremos o mundo mágico, e o trouxa também.
Sombra ria com seus lábios fechados e seu rosto que se desfigurava aos poucos conforme a luz do dia chegava. Sombra estava pálido como um fantasma, estava frio como o gelo, e perigoso como um dragão Amarelo-Mongol, e podia estar em qualquer lugar, mais rápido que se transportasse para lá. Sombra era finalmente um bruxo tão poderoso quanto antes, e nem percebia que já fazia cerca de três meses que havia sido acordado, que Zatch tinha deixado um filho poderoso no mundo. Drake assim como Sombra era incrivelmente forte.
— Mas senhor, não seria perigoso?
— Será perigoso, se não planejarmos.
A noite caia aos poucos, e a luz da lua fazia com que alguns animais encantados da noite saíssem aos poucos.
— Venha e nos banhemos na luz da lua de Argonia, uma lua poderosa, que vai fazer com que seus poderes e os meus se renovem.
Sombra aproximou-se da luz da lua, saindo da penumbra e ao chegar próximo da rodovia, seu manto negro caiu e transformou-se em fumaça que desapareceu, deixando Sombra nu, em meio à rodovia que ficou deserta, naquele inicio do dia primeiro de Setembro.
— Não vem Antoin?
Antoin se achegou a penumbra mais ainda com medo de seu mestre, que não olhava para o homem de preto as suas costas.

1.11.12

Quarta Parte de UAM - Amor Adolescente Pós-Morte (Sim era para ter um tom irônico).


Assim que os três se achegaram a casa de Drake, viram que não havia nem Ministério da Magia, ou corpo no chão, mas havia a sala como sempre fora, bagunçada, cheia de livros, com a sua parede salmão, mas sempre com a alegria de suas fotos em vários porta-retratos cheios com centenas de fotos de Drake e seus amigos. Apenas uma carta com o brasão do governo.
— Drake, você não vai ler?
— Lê pra mim Dakota?
“O Governo de Phlywood a Policia Federal e a Associação de Famílias Fundadoras tem o pesar de dizer que sentiremos falta de Zatch Oliveira Bell, bruxo excepcionalmente importante para a comunidade mágica. Sua morte marcara a historia deste país. A seu filho desejamos sorte nos próximos dias. O corpo foi levado para o Hospital de Acordia, onde será feita uma necropsia, e logo após será feito o velamento do mesmo”.
—Pelo menos eles se lembraram de deixar um bilhete avisando.
— Siegahart! Presta atenção garoto.
— Desculpa.
— Dakota, nem liga pra ele.
— quer que a gente passe a noite aqui com você?
Drake acenou positivamente para os amigos com um sorriso triste no rosto.


Drake acabara de sair do banheiro, com sua toalha sobre o ombro, vestindo apenas cueca, quando viu uma garota em seu quarto. Era Natalia, sua namorada de cabelos longos com alguns fios loiros como mechas, mas de raiz castanha e de pele clara, mas não tão branca como a de Drake, roupas despojadas, com o jeans justo e sua camisa azul, rosto magro e limpo, sem muita maquiagem e com os brincos prateados com esmeraldas que Drake havia lhe dado há um mês em seu aniversario. Natalia estava sentada sobre a cama do garoto, esperando para poder falar com ele.
A garota se levantou rapidamente quando viu Drake e o abraçou não o deixando falar com ela ou fazer alguma pergunta.
Ainda sem soltar o garoto, que era cerca de vinte centímetros mais alto que a garota, Natalia ainda sem poder entender qualquer coisa sobre o resto daquele dia olhou para os olhos de Drake e perguntou.
— Você esta bem?
— Melhor agora. – o garoto então beijou a namorada rapidamente e retirou os braços dela de seu pescoço para terminar de se arrumar.
Natalia olhou assustada para o namorado, ainda tentando entender como ele estava tão calmo.

Na sala da casa estavam Dakota e Siegahart jogando xadrez em meio a toda a bagunça, as paredes haviam mudado de cor, agora eram verdes bem claras. Os livros que sempre foram empilhados sobre toda a superfície que fosse visível, agora estavam em um canto debaixo da escada, mas ainda em muitas pilhas de todos os tamanhos e cores, em frente à janela, que agora era bloqueada por livros e por poucas brechas nas pilhas alguma luz da lua podia passar.
— Oi Natalia?
— Oi Dakota, como você esta?
— Bem.
Dakota vestia uma blusa de lã preta com um duplo ‘c’ nas costas, que Siegahart havia emprestado para a garota, Siegahart usava o jeans que usava toda vez que ia para a casa de Drake, um jeans escuro com a camisa vermelha, justa sobre seu peito e em suas mangas longas justas sobre seu braço, o que chamava a atenção de Dakota.
— Siegahart vem comigo.
Drake foi para a cozinha, seguido por Siegahart.
Drake estava vestindo um jeans claro, pouco justo e com sua camisa de listras horizontais verdes e pretas, com uma cara seria para o amigo. Da cozinha dava para se ver a parte externa da casa, onde ficava a lavanderia e a churrasqueira, ao lado o pergolado, onde Drake havia dado seu primeiro beijo em Natalia, onde havia comemorado seu décimo aniversario com os amigos.
— Qual o problema?
Perguntou Siegahart, que se sentou sobre uma pequena cadeira de madeira que estava ao lado de uma mesa redonda no centro da cozinha.
— Quando você vai falar pra ela?
— O que?
— Que você gosta dela.
Drake tinha na voz um tom bravo e repreensivo, mais uma expressão que Siegahart nunca vira na face do garoto.
— Eu não gosto dela, é só sua imaginação.
—Cara você é meu amigo a mais de sete anos, eu te conheço.
— Drake, não tem nada a ver isso que você ta pensando, eu não gosto da Dakota. Ela é minha amiga.
Da sala Dakota e Natalia ouviam os garotos na cozinha, a voz de Siegahart estava incerta. O coração de Dakota ficava mais rápido a cada segundo.
— Dakota, - Natalia chamou a amiga bem baixinho – se acalma garota, ele vai te chamar.
Dito e feito assim que Natalia terminou de falar Drake chamou Dakota. A garota ficou assustada, mas atendeu ao amigo. Drake saiu da cozinha em seguida e deixou os amigos lá conversando, enquanto saiu com Natalia para o pequeno jardim na frente da casa.
Passados alguns minutos que pareciam eternos para Dakota e Siegahart, os dois entraram na sala procurando os amigos que estavam conversando na frente da janela da sala. Siegahart bateu duas vezes no vidro com o dedo indicador, chamando a atenção de Drake.
Drake e Natalia entraram na sala e viram os amigos de mãos dadas, era um sinal de que de alguma coisa adiantou a conversa.
— Eu sei que você quer rir Drake.
— Eu?
— Muito engraçado.
— E o que vocês decidiram?
Dakota e Siegahart se olharam, Dakota disse muito alegre em seguida.
— Nós estamos namorando.
Os dois sorriram, e como por impulso se beijaram.