8.11.12

Sexta Parte de UAM - Um Amanhecer Depois.


Drake acordou com um pouco de dor nas costas por dormir no sofá da sala de TV, abraçado a Natalia, ele era pura felicidade. Olhou para os lados pegou o controle remoto e ligou a televisão, e viu em um canal brasileiro uma noticia que era muito comentado por varias partes do mundo, na cidade de São Paulo, o túnel Airton Senna havia desmoronado durante a noite, destruído por alguns vampiros por volta da meia-noite fazendo com que o lago do Ibirapuera que se localizava acima do túnel, secasse deixando todo seu conteúdo pelas ruas de São Paulo. Drake riu pensando que no Brasil, a população de vampiros era muito pouco discreta, que mesmo após os sete vampiros do Rio D’Ouro terem feito tanta bagunça e chamarem a atenção do mundo para aquele país tão sem graça, que nunca havia feito diferença para todo o mundo bruxo em geral, agora em pouco mais que um ano e meio, já havia feito parte da historia mundial cerca de dez vezes ou mais, o garoto ria discretamente sem acordar Natalia de seu transe quase que imóvel em seus braços.
Siegahart entrou pela porta da sala de TV, sem fazer barulho, e com um aceno de mão chamou a atenção do amigo, que desligou o aparelho e foi se retirando do sofá, deixando Natalia ali, esperando por seus braços.
Siegahart, ainda vestia a camisa que usou para dormir, e estava sem calça, apenas de cueca, algo que era muito comum Drake ver nos últimos dias que haviam passado, nos quais seus amigos vieram moram com ele.
— Que foi? – perguntou Drake.
— Vocês dormiram ai?
— Sim, por quê?
— Por nada, eu só queria saber se você quer alguma coisa da padaria, eu e a Dakota estamos indo para la comprar pão e leite, e antes de ir eu pensei em te perguntar, ai eu ouvi a TV ligada, e fui te procurar lá.
— Não sei, acho que um bolo, ou alguma coisa mais diferente do normal.
— Tudo bem.
Siegahart entrou no antigo escritório, que agora era seu quarto e de Dakota, e logo antes de entrar de volta a sala de TV para acordar Natalia, viu Dakota sair. A garota o chamou para perto antes que ele entrasse.
— Bom dia Drake. – disse Dakota dando um beijo no rosto do garoto. – O Siegahart já te perguntou, se você queria alguma coisa?
— Já. Por quê? Vocês brigaram?
— Só discutimos um pouco, mas como você sabe?
— Seus olhos estão um pouco inchados. E eu ouvi hoje de manhã vocês e acordei.
— Ele ta pensando em fazer merda de novo com nossa amizade, quer ir embora de Phlywood, deixar a maior parte da magia para trás, e começar uma vida sem Sombra.
— As vezes ate eu penso em ir embora, mas algo me mantém aqui em Phlywood, algo que eu nem imagino o que é.
Naquele instante Natalia abriu a porta e viu o namorado e Dakota conversando do outro lado da pequena salinha, que dava acesso aos quartos e a sala de TV.
— Bom dia pra vocês.
Dakota e Drake se viraram, o garoto andou em direção a namorada e a beijou discretamente.
— Bom dia minha linda.
— Bom dia Natalia.
Natalia sorriu, para o namorado, e pensou ate em levá-lo para seu quarto, mas por força da educação a Dakota, não o fez.


Os quatro estavam sentados à mesa de vidro da sala de jantar, e tomavam café da manha, sobre a mesa estava um bolo de chocolate, mel, frutas vermelhas, leite, bolachas de todo tipo e chocolates em um pote. Os amigos conversavam sobre o halloween que se aproximava, e sobre a festa que a família de Drake sempre dava para os moradores da rua, que dessa vez não aconteceria.
Drake se levantou, foi ate a cadeira onde se encontrava Natalia e fez menção para que ela se levantasse. Natalia o fez, indo com uma expressão de questionamento.
Siegahart e Dakota ficaram na mesa olhando Drake e Natalia indo ate a cozinha, que era separada da mesa de jantar apenas por um balcão. Drake e Natalia conversavam, e num súbito momento, se beijaram.
Passados alguns dias Drake e Natalia convenceram Siegahart e Dakota a visitarem o Brasil com os amigos, seria divertido ver o que as crias dos vampiros do Rio D’Ouro fizeram, e quem sabe conhecer a cidade onde um dos maiores eventos da historia bruxa acontecera.
— Pra que cidade nos estamos indo?
— São Paulo. Mas é temporário, nos vamos depois pra uma cidade do interior.