Drake acordou com um pouco de dor nas
costas por dormir no sofá da sala de TV, abraçado a Natalia, ele era pura
felicidade. Olhou para os lados pegou o controle remoto e ligou a televisão, e
viu em um canal brasileiro uma noticia que era muito comentado por varias
partes do mundo, na cidade de São Paulo, o túnel Airton Senna havia desmoronado
durante a noite, destruído por alguns vampiros por volta da meia-noite fazendo
com que o lago do Ibirapuera que se localizava acima do túnel, secasse deixando
todo seu conteúdo pelas ruas de São Paulo. Drake riu pensando que no Brasil, a
população de vampiros era muito pouco discreta, que mesmo após os sete vampiros
do Rio D’Ouro terem feito tanta bagunça e chamarem a atenção do mundo para
aquele país tão sem graça, que nunca havia feito diferença para todo o mundo
bruxo em geral, agora em pouco mais que um ano e meio, já havia feito parte da
historia mundial cerca de dez vezes ou mais, o garoto ria discretamente sem
acordar Natalia de seu transe quase que imóvel em seus braços.
Siegahart entrou pela porta da sala de
TV, sem fazer barulho, e com um aceno de mão chamou a atenção do amigo, que
desligou o aparelho e foi se retirando do sofá, deixando Natalia ali, esperando
por seus braços.
Siegahart, ainda vestia a camisa que
usou para dormir, e estava sem calça, apenas de cueca, algo que era muito comum
Drake ver nos últimos dias que haviam passado, nos quais seus amigos vieram moram
com ele.
— Que foi? – perguntou Drake.
— Vocês dormiram ai?
— Sim, por quê?
— Por nada, eu só queria saber se você
quer alguma coisa da padaria, eu e a Dakota estamos indo para la comprar pão e
leite, e antes de ir eu pensei em te perguntar, ai eu ouvi a TV ligada, e fui
te procurar lá.
— Não sei, acho que um bolo, ou alguma
coisa mais diferente do normal.
— Tudo bem.
Siegahart entrou no antigo escritório,
que agora era seu quarto e de Dakota, e logo antes de entrar de volta a sala de
TV para acordar Natalia, viu Dakota sair. A garota o chamou para perto antes
que ele entrasse.
— Bom dia Drake. – disse Dakota dando
um beijo no rosto do garoto. – O Siegahart já te perguntou, se você queria
alguma coisa?
— Já. Por quê? Vocês brigaram?
— Só discutimos um pouco, mas como
você sabe?
— Seus olhos estão um pouco inchados.
E eu ouvi hoje de manhã vocês e acordei.
— Ele ta pensando em fazer merda de
novo com nossa amizade, quer ir embora de Phlywood, deixar a maior parte da
magia para trás, e começar uma vida sem Sombra.
— As vezes ate eu penso em ir embora,
mas algo me mantém aqui em Phlywood, algo que eu nem imagino o que é.
Naquele instante Natalia abriu a porta
e viu o namorado e Dakota conversando do outro lado da pequena salinha, que
dava acesso aos quartos e a sala de TV.
— Bom dia pra vocês.
Dakota e Drake se viraram, o garoto
andou em direção a namorada e a beijou discretamente.
— Bom dia minha linda.
— Bom dia Natalia.
Natalia sorriu,
para o namorado, e pensou ate em levá-lo para seu quarto, mas por força da
educação a Dakota, não o fez.
Os quatro estavam sentados à mesa de
vidro da sala de jantar, e tomavam café da manha, sobre a mesa estava um bolo
de chocolate, mel, frutas vermelhas, leite, bolachas de todo tipo e chocolates
em um pote. Os amigos conversavam sobre o halloween que se aproximava, e sobre
a festa que a família de Drake sempre dava para os moradores da rua, que dessa
vez não aconteceria.
Drake se levantou, foi ate a cadeira
onde se encontrava Natalia e fez menção para que ela se levantasse. Natalia o
fez, indo com uma expressão de questionamento.
Siegahart e Dakota ficaram na mesa
olhando Drake e Natalia indo ate a cozinha, que era separada da mesa de jantar
apenas por um balcão. Drake e Natalia conversavam, e num súbito momento, se
beijaram.
Passados alguns dias Drake e Natalia
convenceram Siegahart e Dakota a visitarem o Brasil com os amigos, seria
divertido ver o que as crias dos vampiros do Rio D’Ouro fizeram, e quem sabe
conhecer a cidade onde um dos maiores eventos da historia bruxa acontecera.
— Pra que cidade nos estamos indo?
— São Paulo. Mas é temporário, nos
vamos depois pra uma cidade do interior.
