11.11.14

O Futuro Fim do Uma Aventura Mágica como blog.

Bem.
É rápido o que eu tenho pra dizer.

Estamos num momento, onde tudo se faz pelo Facebook, portanto, decidi que já era mais que hora de levar meu trabalho para lá, onde talvez haja mais visibilidade, a ideia é a mesma, escrever e esperar que seja lido.
A página será a "Escrito por qualquer Um" Que por ora será disponibilizada apenas em Português do Brasil, mas espero em breve poder ampliar o projeto.

Então.
Até em breve, espero que vocês gostem das melhorias.

Jonathan Rocha.
Seu fã, por que és meu amigo.

23.10.14

Fast Text - Sobre Sonhos.

Acordava Pedro, novamente em sua cela de madeira e aço inoxidável. 
Novamente sonhara que andava ao lado de sua mãe. Onde estava sua mãe? Ele gritou. Assustado e com fome. Pela porta do recinto onde a prisão fica, entra uma mulher.Não, não é uma mulher, apenas uma garotinha. Deve ter seus quatro ou cinco anos de idade. 
A menina clama por sua mãe. Dizendo que o rapaz engaiolado parece ter fome. 
E finalmente ela chega. Tira Pedro de seu berço, e o amamenta.
E aos poucos, junto do corpo quente de sua mãe, ele volta aos sonhos.

Crônica - Beijo de Cinema.

Sento-me ao lado dele. O cinema está escuro, mas posso vê-lo ainda assim, e ele sorri pra mim. Quando a imagem começa a se mover na tela, minhas bochechas coram, e eu agradeço por estar escuro, mas sei que ele pode sentir o calor nos meus dedos aumentando. E pronto, lá estou eu, ao lado dele, sentada numa sala escura e quase vazia vendo não em lembro que filme romântico da vez, peloa terceira vez. É como se tentar duas vezes antes não fosse o suficiente para entender que não seria tão simples o meu primeiro beijo.
Na primeira vez, o cinema teve uma falta de energia logo quando íamos nos beijar. 
Na segunda. não houve lugar pra sentarmos juntos.
Agora, quando finalmente temos a chance perfeita, eu me sinto doente. Ah! E muito doente. O filme começa e se desenrola. Finalmente chega a cena em que nos beijaríamos, a menina na tela, sentada na cama, olhando para o mocinho do filme. As luzinhas na cabeCeira dão um toque romântico à cena. Eu percebo que sua mão está gelada, tanto quanto a minha, e finalmente, nos olhamos, eu recuo, e me deito sobre seus ombros. O mais delicadamente o possível. E sinto seu peito subir e descer, o seu coração acelerado batendo forte, e mais forte ainda, o cheiro do seu perfume.
Decido olhar para cima, e o vejo olhando para a frente, quando percebe que estou o olhando ele baixa a cabeça para me beijar. Mas os créditos do filme começam, e o cinema fica mais vazio ainda mais solitário. E antes que finalmente tenhamos a chance real, as luzes acendem e o lanterninha pede para que nos retiremos.

17.10.14

Crônica - Histórias da Cidade

Pense numa garota comum. Com seus talvez dezesseis anos.
Ela entra na livraria, procura incessantemente por alguns títulos e se dirige ao caixa. Espera-se que ela pague pelos títulos, ou faça alguma pergunta antes de finalizar a compra.
Logo depois dela, entra um garoto e sua namorada.
Nada de estranho até então. Mas percebe-se que o garoto e a menina no caixa são ex-namorados. Um tanto quanto inesperado.Mas logo em seguida entra mais um homem que se perde em meio às estantes, e também uma mulher que vai de encontro ao caixa, para poder saber sobre vale-presentes.
Forma-se um tumulto. A garota e o garoto conversando, e a atual namorada do garoto estapeia a ex. O homem perdido entre as prateleiras, aparece com uma arma apontada para todos. E a caixa que ao mesmo tempo que tenta atender à todos, grita e se desfaz já com a garganta inflamada.
Um dia um tanto quanto normal para qualquer um. Principalmente se nesse dia, um carro em alta velocidade acaba perdendo o controle e entra na livraria, derrubando tudo até a metade da loja mas sem atingir ninguém.
E no fim das contas o que todos falarão é do quão sortudos eles ão por não terem sido atingidos pelo carro, e que os danos foram apenas materiais.

Mas a história perde-se, por que o homem com a arma não é mais relevante. A intriga entre os ex-namorados, menos ainda. E o vale-presente da mulher se torna só um pedaço de papel, assim como a garganta da atendente melhora em alguns dias.
Mas todos se lembrarão do quão sortudos os sete envolvidos no acidente são, de no fim das contas terem sobrevivido.

7.10.14

Corpos Quentes - Contos de suspense/Thriller

Acordo com meu gato Felix sobre minhas pernas, pedindo por comida.
Não era sexta-feira ainda, mas na noite anterior já havia ido à uma festa. Me levanto ainda de cueca e camisa, tentando acordar completamente enquanto passo pela porta do meu quarto, que como sempre ficara meio aberta. Atrás de mim, Feliz parece alegre, até mesmo animado com a comida que está por chegar.
O barulho que a cidade tem ao fundo, se mistura com o silêncio do apartamento, o que me deixa confortável o suficiente para poder me esquecer da dor de cabeça que a ressaca deixou.

Já na cozinha, eu abro a geladeira despreocupado com tudo, pego o leite, e na bancada preta ao lado vejo que a faca que usei ontem ainda está suja. Deixo a garrafa sobre o balcão, e vou buscar minha xícara de café. No caminho já ligo a cafeteira.
Me sento ao balcão da cozinha, olhando para a sala de casa, e vejo que há alguém deitado no sofá. Termino meu café com leite silenciosamente, e só então me lembro que Felix espera por sua ração diária.
Espero então sentado à minha poltrona na sala. Felix termina de comer, e vem rapidamente esfregar-se entre as minhas pernas. Seus pelos roçam contra os pelos da minha perna. Eu finalmente paro de brincar com os cachos do meu cabelo, e percebo que meu dedo está sujo de algo vermelho.
Minha camisa também está manchada, mas com algo marrom na maior parte dela.
Felix sobe no meu colo, e se arruma para dormir sobre mim. E estranhamente seu calor esquenta mais que minha pele, e sinto meu membro enrijecer-se. Olho então para meu sofá, e vejo Patrícia deitada, assim como ficara ontem à noite.
Me levanto, derrubando Felix no chão. Puxo minha camisa por cima da minha cabeça, e me aproximo del seu corpo. E quando chego à meio metro dela, tiro minha cueca.
Sua pele fria, e rígida me lembra do que acontecera na noite anterior. Da festa onde nos conhecemos, e como no fim da noite ela foi à minha casa e tivemos algumas horas de brincadeiras, e no chuveiro, ao invés de um banho, cortei sua garganta.
Meu membro entra e sai dela e isso me excita cada vez mais.
Finalmente chego ao orgasmo, e desfaleço sobre o corpo dela. Ah, seu corpo, tão belo e tão bem desenhado pela natureza.

A única coisa que me incomoda é saber que em alguns dias terei que me desfazer dela. Saber que assim como não foi a primeira, menos ainda será a ultima.