7.10.14

Corpos Quentes - Contos de suspense/Thriller

Acordo com meu gato Felix sobre minhas pernas, pedindo por comida.
Não era sexta-feira ainda, mas na noite anterior já havia ido à uma festa. Me levanto ainda de cueca e camisa, tentando acordar completamente enquanto passo pela porta do meu quarto, que como sempre ficara meio aberta. Atrás de mim, Feliz parece alegre, até mesmo animado com a comida que está por chegar.
O barulho que a cidade tem ao fundo, se mistura com o silêncio do apartamento, o que me deixa confortável o suficiente para poder me esquecer da dor de cabeça que a ressaca deixou.

Já na cozinha, eu abro a geladeira despreocupado com tudo, pego o leite, e na bancada preta ao lado vejo que a faca que usei ontem ainda está suja. Deixo a garrafa sobre o balcão, e vou buscar minha xícara de café. No caminho já ligo a cafeteira.
Me sento ao balcão da cozinha, olhando para a sala de casa, e vejo que há alguém deitado no sofá. Termino meu café com leite silenciosamente, e só então me lembro que Felix espera por sua ração diária.
Espero então sentado à minha poltrona na sala. Felix termina de comer, e vem rapidamente esfregar-se entre as minhas pernas. Seus pelos roçam contra os pelos da minha perna. Eu finalmente paro de brincar com os cachos do meu cabelo, e percebo que meu dedo está sujo de algo vermelho.
Minha camisa também está manchada, mas com algo marrom na maior parte dela.
Felix sobe no meu colo, e se arruma para dormir sobre mim. E estranhamente seu calor esquenta mais que minha pele, e sinto meu membro enrijecer-se. Olho então para meu sofá, e vejo Patrícia deitada, assim como ficara ontem à noite.
Me levanto, derrubando Felix no chão. Puxo minha camisa por cima da minha cabeça, e me aproximo del seu corpo. E quando chego à meio metro dela, tiro minha cueca.
Sua pele fria, e rígida me lembra do que acontecera na noite anterior. Da festa onde nos conhecemos, e como no fim da noite ela foi à minha casa e tivemos algumas horas de brincadeiras, e no chuveiro, ao invés de um banho, cortei sua garganta.
Meu membro entra e sai dela e isso me excita cada vez mais.
Finalmente chego ao orgasmo, e desfaleço sobre o corpo dela. Ah, seu corpo, tão belo e tão bem desenhado pela natureza.

A única coisa que me incomoda é saber que em alguns dias terei que me desfazer dela. Saber que assim como não foi a primeira, menos ainda será a ultima.