Meus colegas leitores.
É claro que como é de costume, quando eu vou passar algum tempo sem postar eu aviso.
Mas desta vez eu fui impedido.
Primeiro por que eu fiquei sem internet por algum tempo.
Segundo, eu perdi o meu HD, onde estava o arquivo do livro, e não havia sido salvo no meu SkyDrive.
Espero em breve poder voltar a postar, pretendo escrever tudo novamente e publicar o mais rapido o possivel.
Agradeço a compreensão.
J.RocHa
24.1.13
7.12.12
Décima Primeira Parte de UAM - A Queda do Segredo.
— O que o vampiro disse?
O taxista se assustou com o que
Siegahart dissera.
— Motorista, por favor, leve-nos para
o Rio de Janeiro. Rápido. – Drake deu um segundo para respirar e falou com
firmeza. – Agora tudo vai piorar.
O motorista chegou próximo ao centro
de São Paulo, estava numa das ruas mais movimentadas em frente a Praça da Sé,
onde ficava uma igreja muito bela, quando o carro voou tombando. Girando no ar.
Era cedo, mas lá estava em meio a fumaça de sempre. Sombra olhava o carro voar
de lado, seu feitiço havia dado certo.
Dentro do carro Drake abraçou a
namorada, Siegahart segurou o taxista pelo ombro, Dakota prendeu o namorado e
Natalia pelo ombro, aparatou em seguida, deixando apenas o carro bater no
prédio em frente a praça.
Os adolescentes desaparataram na
praça, o motorista saiu correndo assim que foi solto por Siegahart.
— Garoto não fuja. Você sabe que não
vai adiantar.
— Entao Sombra lute comigo. Não fuja
desta vez.
Drake levantou a varinha e lançou um
feitiço contra Sombra. O homem revidou. Siegahart foi então agarrado pelas
costas por um dos ajudantes de Sombra. Natalia em seguida foi levada em meio a
fumaça preta, Dakota derrubada por um feitiço muito poderoso e levada por uma
outra fumaça preta. Um homem alto de cabelos escuros encaracolados longos,
parecia ser francês. Saiu da igreja, que atrás dele caiu. Primeiro a parte da
frente, e quando se tornou visível a cruz com a imagem de cristo ao fundo em
meio ao pó, a parte de trás da igreja explodiu.
Mais uma vez entre Sombra e Drake
formou-se uma bola de luz, um a um os seguidores do homem apareciam na praça,
ajudando o mestre. Em seguida pareceu Pedro junto de mais dois bruxos. Eram Camila
e Carlos os seus irmãos. Os dois ajudaram Drake assim que chegaram ao lado do
garoto. Pedro levantou uma varinha que havia roubado de um dos cadáveres dos
quais sorveu o sangue magico, e assim como os irmãos e Drake começou a batalhar
pela vida do protegido.
Por todo lado pessoas que andavam
paravam e levantavam as varinhas ao lado de Drake.
A bola de luz aumentava. O garoto
sentia sua varinha vibrar na mão. Mas algo vibrava mais ainda. Era o relógio
que seu pai lhe dera no momento de sua morte. Feito de ouro e pedra filosofal
estava vibrando como se fosse vivo. Mais uma vez a magia estava girando em
torno do rumo da historia mundial.
Natalia estava voando em meio a fumaça
presa por braços de homem, ela se balançava vendo o que estava prestes a
acontecer. Havia mais de cem bruxos de cada lado. Natalia soltou um de seus
braços, balançou-o e deu um soco na barriga do homem que ela não sabia quem
era. Ele o soltou eram dez metros de queda livre. A sua varinha na mão foi o
que a salvou.
Dakota fez o mesmo que a amiga, ambas
chegaram ao chão machucadas, mas não haviam morrido. Levantaram-se e foram
ajudar Siegahart a se livrar. Natalia lançou um feitiço contra o homem que prendia o amigo, Dakota lançou
outro em seguida, o qual derrubou o homem, livrando Siegahart.
— Vamos ajudar o Drake.
Os três seguiram a ordem de Siegahart
lançando feitiços contra Sombra. A bola de magia, que a cada segundo crescia,
aumentava em tamanho e poder.
Foram necessários mais dois segundos.
A bola estourou. A onda de poder se alastrou por quilômetros, mas o que mais
implicou foi o muro que foi atingido a cem metros. Todos caiam pela cidade,
prédios caiam novamente, era então ali que acabaria a vida de muitas pessoas.
O muro que foi atingido a cem metros
se tornou visível aos moradores de São Paulo. Uma rachadura apareceu,
brilhante, clara, espalhou-se pelo muro. As dimensões do que aconteceria não
seriam medidas apenas no Brasil. Centímetro a centímetro a rachadura crescia.
Meio minuto depois as rachaduras ganharam velocidade, rodearam o mundo.
Ali na Praça Sombra se levantou e Drake
em seguida também se levantou. Do pulso do garoto sobre o relógio havia uma luz
dourada, fazia com que o garoto se sentisse mais forte. Sombra lançou outro
feitiço contra o garoto, mas desta vez mirando o relógio.
Por pouco o homem acertou. Outra
explosão. Do relógio saiu uma bolinha de luz dourada, que se dividiu em duas,
uma viajou em direção a Sombra, outra em direção a Drake. Afinal o que havia
ali no relógio se mostrara forte o suficiente para alimentar dois bruxos.
O muro ainda estava trincando. No
Chile atravessava a Cordilheira dos Andes, em direção ao sul. No Brasil cortava
o país em cinco, atravessava o oceano rumo a Europa, a agua ao redor da parede
de cristal estava iluminada, a rachadura então chegou à África. Em minutos
dividiu o continente, chegou ao Egito, separando as pirâmides de Gizé, passando
sobre a do meio.
Na Europa, viu-se o muro passar ao
lado da Torre Eiffel. Em Londres o parlamento inglês estava vendo o rio ser cortado
em dois, e a Rainha via a sala do trono dentro do Palácio de Buckingham,
separando o trono do rei e da rainha. Na Grécia o Monte Olimpo estava sendo
tomado pelas rachaduras.
Seguindo seu rumo chegou a Chernobyl
passando sobre a usina nuclear ainda destruída. Passando pela Rússia, o muro
cortou o país, e se ramificou para baixo. Chegou a china, passou pelo país
assustando pessoas por todo canto. Passando sobre o meio da Grande Muralha da
China. Na Índia o muro cortava os centros populacionais, e passava sobre
grandes palácios fazendo varias pessoas rezarem a seus deuses.
Nos Estados Unidos, a Estátua da
Liberdade ficou de cara com o muro, que passava dos vinte quilômetros de
altura. O muro ainda corria, Hollywood fora transpassada, teve o Teatro Chinês
dividido. Fato que era visto ao redor do país.
Paula estava impaciente, estava à meia
hora esperando para poder sair da ponte, já estava quase no meio. Mas ninguém
andava. Ela decidiu descer do carro para ver o que estava acontecendo. Para sua
surpresa havia rachaduras vindas dos dois lados da ponte. Parecia que iam se
tocar sobre a ponte.
Paula se assustou, mas já estava quase
no meio da ponte, mesmo que saísse correndo não daria tempo. Mas mesmo sabendo
da chance de dar errado ela tentou. Enquanto as pessoas paravam para ver as
luzes no ar, Paula corria para fora da ponte, trombou com varias pessoas. As
luzes corriam para o centro da ponte. Faltavam apenas dez metros para Paula,
que já estava ofegante. Para as luzes faltavam apenas dois.
Paula tocou o chão fora da ponte. E as
luzes se tocaram.
Ao redor do mundo tudo as luzes se
apagaram, em seguida se acenderam rapidamente. Iluminando centenas de
quilômetros ao seu redor.
Nas estações espaciais de todas as
nações ao redor do globo viram-se as luzes correrem o mundo, quando elas
iluminaram o planeta como uma bola de fogo.
Os muros de cristal caiam sobre o
planeta, destruiu a Torre Eiffel, o Coliseu, Estatua da Liberdade.
Paula ainda não tinha olhado para o
muro. Mas assim que a luz chegou a seu corpo, foi como se a luz fosse material.
A empurrou para longe, deixando-a caída no chão, junto a muitas outras pessoas.
Sobre o Monte Everest, a luz havia
tocado seu cume fazia poucos minutos. Sobre toda a cadeia de montanhas do
Himalaia viu-se a luz tocar as faces das montanhas. Ao fim da luz, a montanha
se dividiu em duas, seus pedaços caiam sobre seu centro, donde saia lava
vulcânica.
No Brasil, o Cristo Redentor fora
destruído quando o Pão de Açúcar se levantou. O muro que dividia o mundo magico
do mundo “normal”. Com isso o titã se levantou, foram centenas de mortes.
João se assustou, perdeu dois amigos,
que estavam sobre os braços do gigante. Sua casa por pouco não havia sido
levada. Camila assim que soube do titã acordado aparatou para a casa da mãe.
O monstro de mais de dois mil metros
de altura assustou a todos. Não ficou muito tempo pelo Brasil, aproveitou os
restos de muro que ainda estavam sobre o mar, formando uma passarela que unia
os continentes. Foi andando para a África. Iria acordar seu irmão. O titã de
vento. Seguiria para Europa e acordaria o seu irmão de água, e por fim iriam
para a China, acordariam o titã de fogo, para juntos completarem a missão de
suas vidas.
Acordariam Gaia.
20.11.12
Duas Semanas sem Postar a Partir de Hoje.
É uma pequena questão de falta do que postar. Tudo o que já foi postado no site é o que foi criado (ou quase), trata-se de necessidade de criar. Estou a mais de três semanas sem escrever nada pra poder dar continuidade, e mesmo com meus dedos enfaixados e tempo sobrando, falta o essencial para escrever. Falta Inspiração!
É claro que em breve haverá mais para se ler, mas o tempo estipulado de duas semanas serve para que não fique sem nada pra postar.
Agradeço a compreensão dos leitores.
J.RocHa - Escritor de UMA Aventura Mágica e CEO da J.RocHa Arts & Works
PS: Meus amigos leitores. Agradeço a visita de todos ao site. É muito gratificante você ver que no fim da semana seus views no blog cresceram mais de 50 views por dia!
Aos estrangeiros (os que não estão no Brasil), muito obrigado por terem vontade de ler um pouco, gostaria de conhecer a todos,para isso peço que entrem em contato comigo, em Inglês (exceto os Portugueses), pela nossa pagina de Contato. Muito obrigado a todos sem exceção. Todos que enviarem mensagens coloquem na frente do seu nome um UAM só de letras maiúsculas, assim vou responder o mais breve o possível.
J.RocHa
19.11.12
Décima Parte de UAM - O Começo da Guerra.
Pedro descansava lendo uma revista de
curiosidades enquanto Drake, Natalia, Dakota e Siegahart dormiam. O vampiro via
as jugulares pulsantes e se continha, devia seguir as ordens de Jó, não podia
se quer pensar em se alimentar daqueles ali. Então voltou a leitura, olhou o
relógio, faltavam alguns minutos para as sete da manhã.
Pedro pegou o telefone e chamou o
serviço de quarto e pediu o café dos quatro. E ficou esperando. Pouco mais de
trinta minutos depois pegou a carteira de Drake e retirou vinte reais. Abriu a
porta e recebeu o café dos amigos, e deu os vinte reais para a camareira.
— Bom dia Pedro.
O vampiro olhou pra trás quando fechou
a porta, com um olhar de felicidade olhou para Dakota.
—Bom dia. Dormiu bem?
—Sim.
— Eu pedi o café, e acabou de chegar.
Acorde os outros, nos precisamos ir para outro lugar.
Dakota comia um pão, e deu conta de
acordar os outros enquanto Pedro arrumava as malas que mal haviam sido mexidas.
Uma a um os bruxinhos acordaram,
parecia que em breve tudo iria piorar. Todos tomaram o café, se prepararam para
sair. Nenhum deles trocou de roupa, e assim que terminaram desceram para
fazerem o check-out do hotel.
— Para onde nos vamos?
—Rio de Janeiro, minha irmã mora lá.
Ela é uma bruxa, ela pode ajudar a vocês.
—Vamos então. Siegahart, você pode,
por favor, levar as malas pra um taxi lá fora. Dakota vai junto com ele,
coloque alguns feitiços no carro pra não sermos rastreados. Natalia e Pedro
vejam se não falta nada pra gente levar. É importante que a gente não se
esqueça de nada que possam usar para nos rastrear, com certeza o Sombra vai
usar Farejadores.
— Existem farejadores aqui no Brasil?
— Esta brincando Natalia. Você acha
que o Drake iria falar isso sem motivos? Os Farejadores estão por todo o mundo.
Os quatro saíram correndo para fazerem
o que lhes foi mandado e logo em seguida Drake começou a fazer o pagamento.
Foram apenas três segundos após o
garoto se encostar no balcão. Ele viu pelos vidros as costas das atendentes um
feitiço ser lançado contra o hotel. Vidros voaram por todo lado, os
computadores da recepção foram destruídos. O balcão de mármore quebrou-se,
caindo sobre as pernas de Drake. Por sorte a pedra era fina e não machucou o
garoto.
Dakota entrou rapidamente e ajudou Drake,
Natalia e Pedro desceram aparatando de volta ao saguão em menos de um minuto
mais dois bruxos, assim com o que estava fora do hotel entraram e começaram a
lançar feitiços contra Drake. Parecia que Sombra sabia onde o garoto estava.
— Drake, pega a Natalia, entra no taxi
com a Dakota e o Siegahart, vocês tem que ir pro Rio de Janeiro, pra capital.
Corre! Eu acho vocês lá.
O vampiro disse aquilo e saltou sobre
os homens de preto. O sangue desceu por sua garganta, quente, saboroso,
poderoso, havia magica poderosa naquele sangue, havia vida, era sangue de
bruxos puros, por isso era mais poderoso ainda. Cada gole deixava Pedro mais do
que forte, ele sentia descer por sua garganta e tomar cada uma de suas células,
a magia dos dois homens fortificava o vampiro.
15.11.12
Nona Parte de UAM - João.
João um garoto de pouco mais de nove
anos de idade brincava na rua de casa, morava no Morro do Alemão com sua mãe.
Ate aquele momento todos os seus três irmãos tinham virado seres mágicos.
Camila e Carlos eram bruxos, Pedro um vampiro e só João que era normal ainda.
Para ele era legal ver os irmãos voarem de vassoura quando os visitava.
A casa de João era simples tinha
apenas dois cômodos, cozinha e quarto, que dividia espaço com a sala. O
banheiro era pequeno, não tinha requintes, ficava ao lado da cozinha.
João era moreno, tinha a pele clara. O
único que não puxara ao pai, um bruxo nascido em Portugal, que viera para o
Brasil no final dos anos oitenta junto a um grupo de estudiosos, se apaixonara
por Maria a mãe de João, com quem tivera seus quatro filhos. E os deixara
quando viajou para a Inglaterra para ajudar os amigos de escola quando lutou na
Batalha de Hogwarts. Não teve muito o que deixar para os filhos, apenas deixou
uns duzentos galeões no banco, que foram dados aos filhos para comprarem as
coisas da escola, a qual apenas Camila frequentou.
— João, vem cá.
A voz doce de Camila atraiu o garoto
para a casa da mãe, lá dentro estavam Camila e Carlos, ambos conversando com a
mãe.
— Fala Mila.
— João, você ainda não tem nenhum
poder?
O garoto baixou a cabeça e fez que
não.
— Tudo bem, pode ir brincar.
O garoto saiu correndo. Camila olhou
para a mãe, uma mulher de quarenta anos ou mais, vestida com uma regata e um
shorts, coisa comum no clima tropical brasileiro.
— Mãe, eu estou preocupada com o João,
só ele que ainda não apresentou poderes.
— Minina, num era nem procês terem
poder, era pra vocês serem normais. Que nem eu e seu irmão.
Carlos olhou para a mãe chateado. O
homem de barba por fazer vestido para o trabalho numa loja no centro do Rio se
assustou com o que a mãe dissera.
— A senhora acha que a gente é anormal
mãe?
— Num foi o que eu disse.
—Mas foi o que eu entendi. Parece que
a senhora nem gosta da gente.
—Carlinhos, olha bem como você fala
com a mãe, ela ta certa de achar isso estranho. Ela nem sabia do pai ser um
bruxo ate eu entrar na escola.
O clima dentro da casa ficou tenso.
— Bom eu vou indo trabalhar, não posso
me atrasar.
— Tchau meu filho. Se cuida.
— Tchau mãe. Tchau Mila.
— Tchau Carlinhos.
Assim que Carlos foi embora Camila se
levantou e pegou sua bolsa de couro bege.
— Mãe, o Pedro ta vindo pro Rio, ele
estava trabalhando em São Paulo, ele chega aqui daqui a mais ou menos uma
semana.
— Ta bem minha filha.
— Eu vou indo, também tenho que
trabalhar.
Mãe e filha se abraçaram, Camila tinha
medo de perder a mãe e os irmãos, por isso os protegia com a vida, sabia que ela
a melhor preparada para qualquer coisa.
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